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Veganismo

Empresária maranhense aposta em delivery de alimentos veganos durante a pandemia

Victoria Silva, dona do restaurante e lanchonete Vira Veg, conta que seu negócio surgiu com o intuito de ser um canal de informação e como motivação para sua transição ao veganismo.

Victoria Silve e Maria Raimunda, mais conhecida como "Mundica". (Foto: Arquivo Pessoal)

Muitas pessoas têm cada vez mais optado por diminuir o consumo de carne, optando por alimentos considerados menos nocivos à vida.

Segundo a pesquisa IBOPE Inteligência de 2018, 14% da população se declara vegetariana no Brasil. Já a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), estima que dos 30 milhões de brasileiros vegetarianos, cerca de 7 milhões seriam veganos.

De acordo com a SVB, vegetarianismo é um regime alimentar que exclui todos os tipos de carnes. Já o veganismo é modo de viver que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração contra os animais, seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas de consumo.

A empresária Victoria Silva, dona do restaurante e lanchonete Vira Veg, ao lado da cozinheira Maria Raimunda, mais conhecida como “Mundica”, conta que seu negócio surgiu com o intuito de ser um canal de informação e como motivação para sua transição ao veganismo.

“No início da pandemia, eu e minha família estávamos passando por algumas dificuldades financeiras. Assim, pensei em uma lanchonete, pois meu marido ama cozinhar e fazia versões veganas de comidas tradicionalmente não veganas, como o vatapá, not dog, moqueca e eu e meus familiares não veganos amávamos, então, começamos a vender”, conta a empresária.

Victoria Silva afirma que as comidas que mais fazem sucesso entre os clientes do Vira Veg, são o not dog, versão vegana do hot-dog, e o vatapá. A empresária relata, ainda, que apesar de sua clientela ser composta por mais veganos e vegetarianos, pessoas não adeptas à esses modos de vida também consomem bastante em seu negócio.

“Infelizmente, ainda existe preconceito com quem é vegano ou vegetariano. Muitas pessoas julgam a alimentação achando que é só salada e que não tem sabor ou variedade. Outro preconceito é que muita gente acredita que ser vegano é caro, sendo que não é bem isso, a base da comida vegetariana é arroz, feijão e salada. Alimentos que são acessíveis. Outra forma de economizar é frequentar feiras”, explica Victoria Silva.

Como o Vira Veg iniciou durante a pandemia, Victoria Silva conta que a questão da logística foi um problema no início, sua equipe já sofreu bastante com organização e estabilidade em relação ao tempo de entrega, já que seu negócio é totalmente voltado para o sistema de delivery.

“Como iniciamos bem no começo da pandemia, estávamos em isolamento quase completo, com estabelecimentos fechados, então tivemos muitos pedidos nessa época, com a reabertura dos estabelecimentos, tivemos uma queda nos pedidos, mas mantemos clientes fiéis”, relata a empresária.

Victoria Silva afirma que o veganismo foi a melhor descoberta que ela já fez. A empresária esclarece que é é mais que uma dieta e estilo de vida, é uma filosofia de existência nesse mundo tão cruel que a gente vive.

“Eu prezo pelo fim do sofrimento de todas as espécies, acreditando e lutando pelos direitos humanos e animais. O que posso falar pra pessoas, é que elas se permitam pensar além do que já conhecem, que se abram para descobrir e entender melhor sobre o veganismo, que não é caro e nem difícil ser vegano”, conclui.

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