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Dia da visibilidade trans: saiba como foi a celebração da data no Maranhão

Aqui no Maranhão, a AMATRA é quem representa e defende os direitos das pessoas trans

Foto: Reprodução

Comemorado anualmente em 29 de janeiro, o Dia Nacional da Visibilidade Trans foi instituído em 2004 com o objetivo de estimular reflexões sociais e promover o desenvolvimento de políticas públicas que garantam o respeito à população trans (travestis, transexuais e transgêneros).

No entanto, em um país que lidera o vergonhoso ranking dos lugares que mais matam pessoas trans do mundo, a data deixa de ser apenas simbólica para se tornar também um grito de socorro de pessoas que lutam diariamente pelo direito de identificação.

De acordo com dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Tansexuais), em 2020, uma mulher trans foi morta a cada 2 dias no Brasil. No total, foram 175 assassinatos, 41% a mais que no ano anterioir, quando foram registrados 124 homicídios.

Aqui no Maranhão, a AMATRA (Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Maranhão) é quem representa e defende os direitos das pessoas trans. Segundo a presidente, Andresa Sheron, a visibilidade deve existir todos os dias, dentro de casa e até mesmo em situações rotineiras, como ao pegar o ônibus e ao ser atendida no hospital, por exemplo.

“A gente não tem muito o que comemorar nesse 29 de janeiro. É mais uma questão de pedir socorro, porque a gente sabe que a questão do isolamento social, da pandemia trouxe ainda mais violência e desrespeito as pessoas trans. É um momento para prostestar”, afirma Andresa.

Todos os anos, em alusão a data e desde que foi criada, em maio de 2014, a AMATRA realiza diversas atividades, em parceria com o Movimento LGBTQ+, poder público, conselhos de direitos e órgãos de controle, como Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Estado, com foco na promoção dos direitos humanos desse segmento. Esse ano, por conta da Covid-19, a programação precisou ser adaptada, com as mesas de diálogos acontecendo online.

Ao longo desta semana, inúmeras cestas básicas estão sendo distribuídas, a fim de continuar levando assistência social às pessoas trans, impactadas diretamente pela pandemia. As cestas foram entregues a partir da realização de um cadastro prévio, que mostrou as pessoas em maior situação de vulnerabilidade social e financeira.

A “brincadeira” no BBB

Nesta semana, uma situação no BBB21 gerou discussões aqui fora acerca da transfobia – violência cometida contra travesitis, transexuais e transgêneros.

Alguns participantes cisgêneros e heterosexuais foram maquiados e, depois de “montados”, fizeram poses em frente a um espelho e desfilaram para o restante da casa. Porém, o que para alguns foi apenas uma “brincadeira”, inocente e sem intenção de machucar alguém, para outros a atitude representou uma forma de invalidar a luta de pessoas trans.

“Acreditamos que a identidade de travestis e transexuais é uma identidade única. É como a gente se apresenta, como lutamos por direitos e para ser inclusas na sociedade. Pessoas fazendo cis fazendo essas representações, por mais que seja brincadeira – ou por chacota – estão deslegitimando essa luta”, afirma a presidente da AMATRA.

A origem da data

Em 29 de janeiro de 2004, mulheres transexuais, homens trans e travestis foram a Brasília lançar a campanha “Travesti e Respeito” com o objetivo de promover a cidadania e o respeito entre as pessoas e para mostrar a relevância de suas ações no Congresso Nacional.

Esse foi o primeiro ato nacional organizado por pessoas trans. A iniciativa repercutiu de modo que a data passou a ser lembrada e celebrada, em alusão a comunidade trans. A partir de entaõ, muitas manifestações e passeatas aconteceram para reafirmar a importância da vida dessas pessoas.

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