FOGO

Incêndio destrói residência em São Luís; Causa pode ter sido bombinha de São João

Segundo a proprietária, a bombinha teria sido lançada do lado de fora e entrado pela janela, causando o incêndio. Bombeiros dizem que nada pode ser confirmado ainda

Foto: Janice Pereira/Arquivo Pessoal

Por volta das 17h30 da última segunda-feira (17), o fogo tomou conta da residência de uma família no bairro do Monte Castelo, em São Luís. Segundo depoimentos dados ao Corpo de Bombeiros, a causa teria sido uma bombinha de São João lançada do lado de fora do imóvel, que entrou pela janela e se transformou em um incêndio, destruindo boa parte da casa – mas nada pode ser confirmado ainda.

Testemunhas alegaram ao Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA) que o suposto explosivo teria sido solto por crianças que brincavam em uma área externa perto da residência. Porém, enquanto a perícia não é concluída, esta causa não pode ser confirmada.

Segundo a proprietária, Janice Pereira, uma bombinha do tipo “bailarina” entrou na residência pela varanda de um quarto no segundo andar, onde sua filha de apenas oito meses estava acompanhada da babá, Milena. Ao tocar no colchão, o fogo se alastrou rapidamente pela estrutura de madeira e barro da casa.

Foto: Janice Pereira/Arquivo Pessoal

O 1º Batalhão do CBMMA chegou rapidamente ao local e conteve o incêndio, mas o segundo andar inteiro – teto, paredes, portas, vidros, ar-condicionado e todas as peças de roupas e sapatos – já havia sido destruído. Os prejuízos, conta a proprietária, chegam a R$ 20 mil.

Para sanar as dívidas e pagar a reforma, Janice, que trabalha na própria casa como profissional autônoma na área da estética, volta a atender clientes nesta quarta-feira (19), mesmo com o cômodo prejudicado.

“Com certeza não vou conseguir atender normalmente, porque o incêndio mexeu na estrutura da casa, onde eu atendo. Mas vou ter que começar”, diz. Amigas também estão ajudando a arrecadar fundos para a reforma, por meio de rifas e doações.

Como aconteceu

Janice conta que estava acabando o atendimento com uma cliente na sua estação de trabalho, no térreo da casa, quando viu a babá descendo a escada às pressas com a criança para fugir do fogo.

“Foi horrível. Por dois minutos, elas teriam ficado presas lá em cima. O fogo se espalhou muito rápido. Parecia um filme de terror”, conta. O marido, Marlos Régis, estava trabalhando fora de casa quando aconteceu o incêndio.

Imediatamente, a proprietária chamou os bombeiros, que chegaram em pouco tempo e apagaram o fogo. “Se o bombeiro não chegasse a tempo, a casa teria caído”, alegou a profissional.

Devido à carbonização das portas, Marlos passa a noite na residência com medo de que invadam e roubem os móveis que sobraram. Janice está hospedada na casa da sogra, junto à filha e à babá.

No dia seguinte ao incêndio, o sistema de luz do imóvel foi consertado para que a proprietária pudesse voltar a atender os clientes durante a tarde. “Minha filha fica na casa da sogra, passo o dia trabalhando, a casa está toda quebrada, mas ainda dá para atender”, assegura.

Cuidado com as bombinhas

Segundo o Comandante do CBMMA, coronel Célio Roberto, os explosivos famosos durante a época junina – chamados de bombinhas, rojões ou fogos de artifício -desde os “estalinhos” até as “bombas de murrão” podem ser responsáveis por um grande número de acidentes.

O coronel alerta que, antes de serem soltas, é preciso que se sigam as instruções do afastamento adequado recomendadas pelo fabricante. Ele diz ser proibido usar estes artefatos debaixo de fiação elétrica, próximo a residências, em ambientes internos, no meio de multidões e perto de inflamáveis, como fogo e gás.

A “bailarina”, bombinha que teria ocasionado o acidente na casa, é uma destas cujas regras têm de ser seguidas à risca. “Se um explosivo entrar dentro de casa e pegar em uma cortina, vai incendiar. Há fogão, gás, e uma série de artigos altamente combustíveis, e pode provocar um incêndio”, explica.

Foto: Reprodução

Um dos pontos mais importantes, alerta o bombeiro, é o cuidado com as crianças. “Mesmo aquelas bombinhas que estão dentro da faixa etária delas, têm sempre que ser soltas sob a supervisão do adulto. Para elas, aquilo é mais um brinquedo. Mesmo as ‘mais tranquilas’, se tocarem no fogo, explodem e podem gerar uma lesão”, diz.

Também há casos imprevisíveis. “Às vezes, por algum defeito, a pólvora não sai na hora. O adulto acende a bomba, joga no chão mas não explode. Então, crianças se aproximam para pegá-la e sofrem lesões”, relata. O Coronel ainda afirma que os foguetes podem causar danos graves, como dilaceração de mãos e surdez.

Além disso, o adulto que for soltar foguetes não pode estar alcoolizado. Em festas juninas, é necessário manter distância de barracas de palha e fogueiras, que são altamente inflamáveis.

Recentemente, uma equipe do CBMMA vistoriou arraiais e lançou estas orientações de segurança para eventos de São João, como o distanciamento devido entre barracas, fogueiras etc. “Seguindo essas normas, teremos um período junino tranquilo”, finaliza o bombeiro.

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