PESQUISA DO IPEA

Atlas da Violência 2019: Brasil registra índices inéditos

Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas, o maior número registrado desde 2007 – 66% delas eram negras.

Nesta quarta-feira, (5), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o resultado do Atlas da Violência 2019, feito em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo foi feito a partir de dados colhidos durante todo o ano de 2017.

Segundo a pesquisa, o Maranhão aparece em quinto lugar no ranking dos estados com o menor número de homicídios femininos. A taxa é de 3,6 por 100 mil mulheres na região, o que representa uma redução de 20,7% em comparação aos anos anteriores. Contudo, os dados do Maranhão não estão de acordo com os patamares brasileiros. Já que em um parâmetro geral, o Brasil registrou um crescimento no número de feminicídios, chegando a 13 por dia. Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas, o maior número registrado desde 2007 – 66% delas eram negras.

Já na taxa de homicídios de jovens por grupo de 100 mil habitantes, o Maranhão apresenta um índice de 59,8. Nesse ranking, o primeiro lugar é ocupado pelo Rio Grande do Norte, com 152,3 e a última posição fica para o estado de São Paulo, com 18,5.

Apenas em 2017, 35.783 jovens de 15 a 29 anos foram mortos, uma taxa de 69,9 homicídios para cada 100 mil jovens, recorde nos últimos 10 anos.

A pesquisa revelou ainda que o estado com maior crescimento no número de homicídios em 2017 foi o Ceará, que registrou alta de 49,2% e atingiu o recorde histórico de 5.433 mortes violentas intencionais, causados por armas de fogo, droga ilícita e conflitos interpessoais.

Além dos dados, o estudo também possibilita que um perfil das vítimas seja traçado. Os indivíduos com maior probabilidade de morte violenta no Brasil são homens jovens, solteiros, negros com até sete anos de estudo e que esteja na rua nos meses mais quentes do ano entre 18h e 22h.

De 2007 a 2017, a taxa de negros vítimas de homicídio cresceu 33,1%, enquanto a de não negros apresentou um aumento de 3,3%. 

Confira a pesquisa na íntegra.

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