Feminismo

Inclusão feminina no serviço militar

O Maranhão abriu uma pequena fresta que permite que as mulheres possam exercer cargos importantes, embora ainda há certas restrições e conquistas a serem alcançadas.

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (19) é comemorado o Dia do Exército Brasileiro, sendo assim importante ressaltar sobre a inclusão feminina no serviço militar.  

Foi no período Imperial que o país teve a primeira mulher ingressando as Forças Armadas, ela foi descoberta, mas o comandante a achava um soldado bom demais para mandá-la embora. Em 1992 abriram vagas no exército para mulheres em turmas de formação de oficiais. Quatro anos depois abriram candidaturas para as áreas da saúde, como médicas, dentistas, farmacêuticas, veterinárias e enfermeiras de nível superior.  

No Maranhão a legislação fixa vagas de apenas 10% para mulheres. Sendo vagas reduzidas, a concorrência é maior. É um avanço gradativo, em 2017 o Maranhão teve sua segunda coronel mulher, Augusta Andrade, sendo a única mulher entre 42 coronéis. Isso deixa claro que há espaço para a mulher, embora seja limitado, exigindo cada vez mais um esforço maior, permitindo assim que gerações futuras tenham mais espaço.   

Nathalia Batista, hoje capitã da polícia militar, que também atua no setor como psicóloga, contou sobre as dificuldades que teve inicialmente com a divergência dos portes físicos entre os gêneros, e como anos atrás as oportunidades não eram as mesmas, pois o espaço era reduzido, não importa o quão satisfatório fosse seu desempenho, a inclusão não era equivalente, diferente dos dias atuais.   

“Existe espaço para se destacar. Dizer que é fácil, não é. São muros muito altos que temos que escalar. Mas é possível.” Disse Nathalia 

Em 2016 o Exército lançou um edital que permitia que as mulheres fossem comandantes. Até então as mulheres podiam ingressar o Exército de forma voluntária, mas não podiam seguir no Quadro de Material Bélico ou no Serviço de Intendência, no entanto, nesse mesmo ano a ex-presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei onde abria vagas que oportunizavam as mulheres a exercerem patentes como comandantes em áreas onde antes era restrita apenas a homens.  

Embora no Maranhão a presença feminina seja acanhada, há destaque destas e um avanço considerável no país. Em casos de gravidez, por exemplo, é permitido que as mulheres tranquem suas matrículas durante a gestação e retornem no início do ano letivo, isso já mostra progresso da inclusão feminina nesse quesito. É uma luta contínua, afinal, ainda há bastante intolerância a ser lidada, embora o desempenho seja de mesma eficácia. 

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