MEIO AMBIENTE

Canudos de plástico passam a ser proibidos em estabelecimentos do Maranhão

Um Projeto de Lei aprovado na terça (2) pela Assembleia propõe multar estabelecimentos que usem o material. Em vez disso, canudos biodegradáveis serão utilizados

Canudos plásticos podem causar danos ambientais. Foto: Reprodução

Em unanimidade, foi aprovado na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (2), um projeto de lei que proíbe a utilização de canudos de plástico nos estabelecimentos comerciais de todo o Maranhão. O projeto tem autoria do deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB) e Duarte Júnior (PCdoB) e tem como objetivo a preservação do meio ambiente, uma vez que canudos de plástico demoram centenas de anos para se decompor.

Como alternativa ao material plástico, que demora cerca de 400 anos para se decompor, o deputado mostrou um modelo de canudos biodegradáveis produzidos a partir de papel, que, segundo ele, não causam danos à natureza.

Duarte Jr. e Adelmo Soares, do PCdoB, segurando um canudo de bambu – outra alternativa ao plástico. Foto: Assecom

“Acho que todos já viram aquele vídeo de uma tartaruga com um canudo introduzido na narina e ela sofreu bastante com a retirada”, conta Adelmo. “As pessoas não vão atrás de canudo para reciclagem. Eles ficam no meio ambiente, jogados ao vento”, conta.

Vídeo mostra sofrimento de tartaruga marinha causado por um canudo plástico. Imagem: Reprodução

Os estabelecimentos comerciais e afins que continuarem disponibilizando canudos plásticos apesar da nova regra estarão sujeitos a advertência e multas, devidamente reguladas pelo executivo.

O PL 045/2019 tem coautoria do deputado Duarte Jr. (PCdoB) e teve o parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Comissão de Constituição, além de ter sido amplamente elogiado pelos parlamentares.

Lei proíbe uso de canudos de plásticos: conheça outras alternativas:

Ca­nu­do de bam­bu

No Ma­ra­nhão, uma em­pre­sa já pro­duz o ca­nu­do de bam­bu de­sen­vol­vi­da pe­las mãos de ar­te­sãos que con­clu­em o pro­ces­so de aca­ba­men­to. Após is­so, é fei­ta a lim­pe­za e hi­gi­e­ni­za­ção do ca­nu­do pa­ra ser co­mer­ci­a­li­za­do. A par­tir de R$10,00 no mer­ca­do.

Ca­nu­do de vi­dro

Reu­ti­li­zá­vel e du­rá­vel, es­se ca­nu­do  é fei­to de vi­dro de bo­ro­si­li­ca­to, um ma­te­ri­al que re­sis­te a al­tas tem­pe­ra­tu­ras e que­das. Pos­sui pa­re­de es­pes­sa e um ca­li­bre du­as ve­zes mai­or do que o ca­nu­do de plás­ti­co e is­so aju­da no uso de­le pa­ra vi­ta­mi­nas, açaí e ou­tras be­bi­das mais den­sas.  A par­tir de R$15,00.

Ca­nu­do de me­tal

Atu­al­men­te já exis­tem em­pre­sas cri­an­do ca­nu­dos de me­tal fei­tos de ti­tâ­nio que é um ma­te­ri­al for­te, re­sis­ten­te. Se for bem cui­da­do po­de du­rar um bom tem­po. Tam­bém exis­te o ca­nu­do de aço inox. Mui­tos res­tau­ran­tes, in­clu­si­ve no Bra­sil, já es­tão ado­tan­do o uso de­les ao in­vés dos de plás­ti­co. A par­tir de R$15,00.

8 canudos inox com escova de limpeza reutilizável

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