BRUMADINHO

Em Brumadinho, bombeiros maranhenses podem ser indicados ao Prêmio Nobel da Paz

Na internet, corrente sugere que prêmio seja dado aos bravos guerreiros anônimos que arriscaram suas vidas para salvar as vítimas da tragédia que assolou Minas Gerais no início de 2019

Reprodução

Colunista do jornal “El Pais”, Juan Arias, sugeriu em uma de suas matérias que os bombeiros que atuam na tragédia de Brumadinho fossem, não só indicados, mas também vencedores do Prêmio Nobel da Paz. O Brasil, “coração econômico” do continente, segundo Arias, nunca recebeu essa premiação Acadêmica Sueca.

“Porque não dar o Nobel da Paz este ano aos bombeiros de Brumadinho que conquistaram simpatia e admiração dentro e fora do país com seu exemplo de abnegação?”, perguntou o colunista espanhol, “foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e de todos. Tínhamos experimentado, de fato, primeiro em Mariana e agora em Brumadinho, que o lucro selvagem das empresas em conivência com os políticos acaba engendrando esses novos campos de extermínio ambiental e humano”, argumentou o colunista.

Ainda no texto, Juan Arias defendeu o trabalho dos militares na cidade de Brumadinho, que contabiliza mais de 150 mortos pela onda de rejeitos de mineração, uniu o país nesse início de ano.

Um dia após a tragédia, o governador Flávio Dino autorizou a ida de sete bombeiros do estado que são especializados em buscas e resgates. Caso os heróis nacionais sejam vencedores do prêmio, os enviados, os majores, Patrício e Nilson, os tenentes Elenilton e Nunes, o sargento Max e os soldados M. Serra e W. Neves também receberiam as horas de tal premiação.

“Vimemos um clima muito pesado aqui em Brumadinho, mas temos a consciência de que tudo isso faz parte da nossa missão fim, trabalhamos diuturnamente, mesmo com enorme cansaço estamos empenhados na operação de localização das vítimas, porque sabemos que isso, de alguma forma, irá minimizar a dor dos familiares”, relatou o major Patrício, bombeiro maranhense que integra a missão.

Entenda como funciona a indicação ao prêmio:

Quem pode fazer nomeações?

De acordo com a Fundação Nobel, diversas pessoas podem enviar uma nomeação para o prêmio, incluindo os antigos vencedores do Nobel da Paz e os integrantes do comitê que organiza a premiação. Também estão habilitados os juízes da Corte Internacional de Justiça em Haia, membros de certas organizações internacionais e diretores de centros de pesquisa para a paz.

Autoridades de um país podem enviar indicações, desde que sejam chefes de Estado, titulares de algum ministério ou integrantes do Parlamento. Por fim, professores universitários das disciplinas de humanidade, além de diretores e reitores, podem fazer nomeações.

Uma pessoa não pode nomear a si mesma. Os nomes dos indicados para o Nobel permanecem sob sigilo dos organizadores da premiação por 50 anos.

Quem decide os vencedores?

O Nobel da Paz é concedido anualmente pelo Comitê Nobel da Noruega, formado por cinco pessoas. Os membros do comitê são escolhidos para um mandato de cinco anos pelo Parlamento do país escandinavo.

Os vencedores recebem o prêmio em cerimônia em Oslo, geralmente organizada no mês de dezembro –o prêmio inclui uma medalha dourada e o equivalente a R$ 3,6 milhões. Os vencedores do Nobel da Paz de 2018 são o médico congolês Denis Mukwege e a ativista iraquiana Nadia Murad por seu trabalho contra a violência sexual em conflitos armados.

Por que o prêmio existe?

O Nobel da Paz existe desde 1901, e foi criado conforme pedido expresso no testamento do cientista sueco Alfred Nobel (1833 – 1896). Inventor da dinamite, ele queria que parte de sua fortuna fosse usada para recompensar quem trabalhasse “pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz”.

Além do prêmio pela paz, há Nobéis nas áreas de química, física, medicina e literatura –desde 1968, a Suécia premia trabalhos em economia e o título também é conhecido como Nobel. Jamais um brasileiro recebeu um Prêmio Nobel.

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