AGRONEGÓCIO

Produção de grãos recua no Maranhão, mas soja e milho crescem

Algodão também terá aumento na produção, enquanto rizicultura do estado deve sentir queda

Reprodução

A estimativa da produção de grãos no Maranhão para a safra 2018/19 aponta recuo de 2,9%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Serão 5,42 milhões de toneladas frente a 5,58 da safra passada. No entanto, previsões para soja, algodão e milho crescem no Estado.

A soja é o grande trunfo do agronegócio maranhense ao passo que soma mais de 50% da produção total do estado. A colheita deve superar 3 milhões de toneladas. As previsões de aumento da área plantada permanecem em torno de 2% em relação a safra anterior. As lavouras de soja foram fortemente favorecidas pelo expressivo volume de chuvas ocorrido no final da segunda quinzena de novembro, que se estendeu até dezembro.

Sobre a área cultivada de soja no Maranhão, houve um aumento de quase 20 mil hectares nesta safra em relação à anterior. Veja o gráfico abaixo:

A Conab aponta também aumento da produção do milho. No Maranhão, os preços atrativos do produto nas duas últimas safras, aliados às boas condições climáticas, favoreceram a expansão das lavouras de milho nas diversas regiões do estado. Na presente safra há uma perspectiva de aumento de área plantada em torno de 2% na região sul.

Segundo o relatório, “o rendimento médio nas diversas regiões que utilizam baixo nível tecnológico deve permanecer em torno de 62 sacas por hectare (scs/ha), ao passo que na região sul, onde há o emprego de avançados níveis tecnológicos nas principais unidades produtivas, o rendimento médio deve ficar em torno de 130 scs/ha”.

Da mesma maneira está a produção de algodão. Serão plantados cerca de 27,6 mil hectares de algodão na primeira safra, representando incremento de 23,8% em relação à safra 2017/18. Já na segunda safra, serão cultivados aproximadamente 7,2 mil hectares, que representa um aumento da área plantada de 33,6% em relação à safra anterior. A produtividade média estimada será de 122 kg/ha.

Arroz em queda

Para essa safra, a expectativa é de decréscimo na área de plantio do milho quando comparada à temporada anterior. Serão aproximadamente 143,9 mil hectares para toda a rizicultura do estado. Algumas das justificativas para essa diminuição estão relacionadas às demandas com o licenciamento ambiental e custo de produção elevado para baixos retornos financeiros aos produtores.

Cenário nacional

O Brasil registra estimativa de 237,3 milhões de toneladas para a safra de 2018/19. O crescimento deverá ser de 4,2% ou 9,5 milhões de toneladas acima da safra anterior. A área plantada está prevista em 62,5 milhões de hectares. O crescimento calculado é de 1,2%, comparando-se com a safra 2017/18.

Para a temporada 2018/19, as indicações são de uma continuada tendência de crescimento da área plantada, atingindo 1,7% em relação à safra passada, correspondendo ao plantio de 35,8 milhões de hectares. O plantio está praticamente finalizado, restando pouco mais de 5% das áreas para ser semeado no Matopiba (região do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, conhecida como a última fronteira do agronegócio) e na Região Norte.

Mercado da Soja

Os americanos exportaram apenas 15,41 milhões de toneladas no período comercial da safra 2018/19. Em 2017, nesse mesmo período, era de 28,84 milhões.

Segundo a Conab, por esse motivo os preços continuam a baixar e devem permanecer assim até que haja alguma novidade na guerra comercial entre China e Estados Unidos.

A Conab é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e realiza levantamentos e avaliações mensais da safra brasileira de grãos (algodão, amendoim primeira safra, arroz, feijão primeira safra, mamona, milho primeira safra e soja).

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