DESAFIOS

Presidente do Procon fala dos desafios da mulher na gestão pública

“O empoderamento feminino, diante dos desafios da mulher na gestão pública, é necessário”, afirma Karen Barros

A mulher moderna vem conquistando seus espaços na sociedade, em diversos setores, contudo, apesar de alguns avanços, o lugar ocupado no mercado de trabalho por elas ainda é pouco, de acordo com pesquisa realizada, em março deste ano, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Enquanto a taxa de desemprego para os homens no mundo é de 5,2%, para as mulheres é de 6%.

Ser mulher a frente de um órgão de grande visibilidade e importância, então, torna-se um desafio ainda maior diante deste cenário um tanto quanto desanimador para as mulheres. No entanto, a atual presidente do PROCON/MA e do VIVA, Karen Barros, enfrenta este desafio com firmeza.

Enquanto mulher a liderar uma equipe composta em sua maioria por homens em operações de fiscalização no órgão estadual, Karen Barros falou a nossa reportagem como é comandar o Instituto de Defesa e Promoção dos Direitos do Consumidor. “Os desafios são grandes à frente do PROCON/MA, mas com muita força de vontade de trabalhar e boas ideias para gerir com eficiência conseguimos enfrentar”, afirma em entrevista a O Imparcial.

Para ela, o empoderamento feminino diante dos desafios da mulher na gestão pública é necessário. “Ser mulher à frente de órgão que costumeiramente foi gerido por homens é uma grande satisfação e oportunidade concedida pelo Governador Flávio Dino”, enfatiza.

Desde que assumiu a presidência do VIVA e do PROCON/MA, em abril de 2018, Karen Barros tem mantido e estabelecido um ostensivo trabalho de diversas ações do órgão, entre orientações e fiscalizações. A sua ascensão ao cargo, porém, deu-se da forma mais natural possível, haja visto que o órgão tem em seu percentual em torno de 80% de mulheres ocupando cargos de gestão, uma grande valorização, inclusive, notada e que serve de exemplo e inspiração para muitos gestores.

Dentro deste trabalho, o diálogo é estabelecido com donos de postos e distribuidoras, o que significa ter que lidar com certa resistência por parte dos homens e, às vezes, com comentários machistas. Ela conta, em um ato de fiscalização, em um município do Maranhão, um repórter, ao questionar o que ela estaria fazendo no local, sugeriu ainda procurar um salão de beleza em outro lugar, pois na cidade não havia.

“Comentários e atitudes machistas fazem parte do meu cotidiano, mas nada que mude meu foco, nem me desmotive. Pelo contrário, enfrento com firmeza e descontruo com trabalho bem feito”, frisou.

Questionada sobre o dilema da falta de inserção da mulher no mercado de trabalho, a presidente do PROCON acredita ser necessário, não somente inserir, mas assumir papéis de destaque.

“Acredito ser muito importante a mulher assumir papéis de destaques, mas claro com fulcro na sua competência, espaços de valorização e incentivo para que nós mulheres tenhamos estas oportunidades que são de extrema importância e devem ser tidas como prioridade em todas as políticas públicas”, finalizou.

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