45 ANOS

Obra de Picasso é exposta no Museu Histórico e Artístico do Maranhão

A exposição “A Coleção Assis Chateaubriand do MHAM: um recorte no tempo” reúne 34 peças e ficará aberta ao público até março de 2019, na Galeria Floriano Teixeira

Os ludovicenses amantes das belas-artes têm um motivo ímpar para comemorar: uma obra do pintor espanhol Pablo Picasso compõe exposição que comemora os 45 do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM), intitulada “A Coleção Assis Chateaubriand do MHAM: um recorte no tempo”. O espaço reúne 34 peças e ficará aberta ao público até março de 2019, na Galeria Floriano Teixeira, localizada na Rua do Sol, em São Luís.

As obras selecionadas à exposição fazem parte de um acervo de 42 peças doadas por Assis Chateaubriand para a criação de um museu. “São 45 anos de preservação e comunicação das nossas histórias retratadas nesta exposição. O museu, de fato, completa 45 anos, porém, cinco anos antes já existia um trabalho para que ele fosse aberto. E, hoje, o museu está vivo”, comemora a diretora do MHAM, Carolla Ramos.

A obra de Picaso

Os curadores da exposição, a professora Regiane Aparecida Caire, da UFMA, e o magistrado José Marcelo, do Espírito Santo, são responsáveis pela pesquisa “A contribuição de Assis Chateaubriand na formação do acervo artístico do Maranhão”, que surgiu pela curiosidade pelo fato de que Picasso nunca teria utilizado serigrafia em suas obras – o que é o caso da pintura em questão, exposta no MHAM.

Depois de vários estudos ficou comprovado que a obra, intitulada Tauromaquia, de 1950, é autêntica. Picasso fez este trabalho para seu amigo Roland Penrose, então diretor do Institute of Contemporary Arts (ICA), originalmente desenhado pelo artista espanhol no Livro de Visitas do ICA em 1950. Posteriormente o desenho Bulls and Sunflowers transformou-se num projeto para lenço de seda, com edição limitada em 100.

Assis Chateaubriand

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (1892-1968) foi advogado, jornalista, empresário e mecenas das artes. Entre 1965 e fins de 1967 lançou a Campanha Nacional de Museus Regionais (CNMR) com o intuito de descentralizar o eixo artístico Rio de Janeiro – São Paulo, formando coleções em várias regiões brasileiras.

A criação do Museu Regional do Maranhão não ocorreu como se esperava, apesar de estar na lista das pretensões do empresário. A doação das 42 obras foi realizada por Chateaubriand em 1968, mas somente chegou ao seu destino em 1988, ficando durante 20 anos sob a guarda do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

O MHAM foi inaugurado somente em 1973 com acervo bem heterogêneo, incluindo mobiliário, livros, louças além das obras de arte que figuram como decoração de seus espaços museológicos, representando uma típica casa/solar maranhense do século 19.

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