ESPIONAGEM

“Sarney desesperado para voltar ao poder”, diz Flávio Dino

Sobre nota de espionagem de oposicionistas, o governador do Maranhão chama de “delírio fascista” e “desespero eleitoral” o que considera uma grande farsa

Após a divulgação de ofícios da Polícia Militar do Maranhão sobre espionagem de oposicionistas, o governador Flávio Dino (do PCdoB) criticou a oposição e atribui aos seus adversários políticos a crise da segurança pública durante seu governo.

Declaração de Flávio Dino no Twitter (Foto: Divulgação)

Visivelmente indignado, o governador chama de “delírio fascista” e “desespero eleitoral” o que considera uma grande farsa.

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Post do governador Flávio Dino no Twitter (Foto: Divulgação)

Apesar do tumulto provocado pela nota de espionagem, Flávio Dino mostra otimismo quanto às eleições de 2018 e afirma que vai continuar se posicionando sobre o que julgar errado.

Apuração do documento

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão determinou a conclusão em até 30 dias da sindicância para apurar a responsabilidade sobre documento ilegal emitido sem o conhecimento e a autorização do Comando da Instituição Policial Militar. A nota tratava de suposta determinação a Unidades do Interior sobre identificação de lideranças políticas.

Conforme estabelecido em lei, o prazo inicial de 30 dias corridos pode ser prorrogado por 20 dias, caso haja necessidade. A ordem sobre a sindicância está em uma portaria assinada pelo comandante geral da Polícia Militar, Jorge Luongo. O encarregado pela apuração dos fatos será o coronel Antonio Roberto dos Santos Silva.

Entre os trabalhos que o coronel fará, está “qualificar, inquirir, conhecer e acarear, se for o caso, os envolvidos e demais testemunhas”, de acordo com a portaria.

Exoneração dos responsáveis

Ontem, 20, o secretário da Segurança Pública, Jefferson Portela, classificou o documento emitido sem o conhecimento do comando da PM como um “erro gravíssimo”. “Eu determinei a imediata exoneração dos responsáveis por essa nota. Não tem como permanecer na direção de um controle de processo eleitoral quem emite uma nota dessa”, disse o secretário.

“A exoneração é de um, dois ou quantos forem. A nota contraria as regras da democracia”, acrescentou Portela. De acordo com ele, “isso foi comunicado sem passar ao Comando Geral, o que não pode. Nós somos uma corporação que tem disciplina e hierarquia”.

O comandante-geral da PM, Jorge Luongo, afirmou que o procedimento de apuração já foi instaurado: “Nós fomos pegos de surpresa com essa documentação indevida e não autorizada. É um absurdo, uma nota ilegal que não foi emanada pelo comando da instituição. De pronto, a gente repudia esse levantamento”.

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