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Criação da Zona Franca de São Luís será analisada pela CCJ

O Projeto de Lei, de autoria do senador Roberto Rocha propõe um aumento da política de exportação no Brasil pelo Porto do Itaqui

Criação da Zona Franca de São Luís será analisada pela CCJ

Está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) o projeto de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB), que cria a Zona Franca de São Luís (MA), com o propósito de incentivar a produção de bens destinados ao exterior (PLS 319/2015).

A votação do relatório do senador Edison Lobão (PMDB-MA), atual relator do projeto, originalmente prevista para 13 de dezembro de 2017, foi adiada em atendimento a pedido de vista.

Na ocasião, Lobão, que preside a CCJ, declarou que o exame da matéria depende de “novos entendimentos” em torno de um texto capaz de equilibrar os interesses do Maranhão e do Amazonas, de modo a evitar conflito entre as zonas de livre comércio de Manaus e São Luís. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) acrescentou que o texto entra em conflito com a Constituição e a lei ordinária em vários pontos. Por sua vez, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ressaltou que o debate mais aprofundado sobre o projeto será bom para o Brasil.

“O acordo a que nós queremos chegar é no sentido de que tenhamos uma integração para defender um projeto que sabemos que é bom para o Maranhão. Mas, para ser bom para o Maranhão e ser aprovado, não pode criar qualquer tipo de atrito com as demais unidades da Federação”, declarou Vanessa.

Roberto Rocha salientou a importância econômica da zona franca para o desenvolvimento do Maranhão, que é o estado brasileiro de menor renda per capita.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) diverge quanto ao custo da nova área de livre comércio, em termos de renúncia fiscal, na comparação com a Zona Franca de Manaus. Roberto Rocha, em resposta, ressaltou a diferença entre os dois casos: enquanto Manaus adota modelo de produção voltado marcadamente para a substituição de importações, com o mercado brasileiro como seu principal destino, a zona franca de São Luís terá o mercado externo como destino de seus produtos.

“O Brasil tem 11,5% do PIB na política de exportação contra 29% da média mundial. Nós estamos propondo aumentar a política de exportação no Brasil pela melhor porta, que é exatamente o Porto de Itaqui”, afirmou.

Livre comércio

De acordo com o texto de Rocha, a zona franca de São Luís englobará toda a capital maranhense como área de livre comércio, de importação e exportação e com incentivos fiscais especiais. As mercadorias que entrarem na zona franca também terão suspensão do Imposto sobre Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os benefícios à nova zona franca serão mantidos por 25 anos.

Edison Lobão recomenda a aprovação do projeto na forma do substitutivo que apresentou, sugerindo, no lugar da zona franca, a criação da Zona de Exportação do Maranhão (Zema), seguindo um modelo especial de zona de processamento de exportação (ZPE) com vantagens adicionais. O objetivo é evitar competição indevida, no mercado interno, com outras regiões.

A proposta foi submetida, em 2015, à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e à Comissão Especial para o Aprimoramento do Pacto Federativo, recebendo pareceres favoráveis. A requerimento da ex-senadora Sandra Braga (PMDB-AM), o texto seguiu para exame da CCJ.

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Marla Batalha
Marla Batalha