NEGÓCIOS

Comércio da capital começa aquecido para o carnaval

Quem ainda aposta em fantasia ou um simples adereço para os dias de carnaval, as lojas do Centro oferecem acessórios para incrementar o visual e cair na folia. O setor conta com o otimismo dos consumidores para alavancar as vendas

Foto: Honório Moreira/ O Imparcial

Máscaras, perucas e chapéus são acessórios que chamam atenção logo na porta da maioria das lojas de variedades do comércio da Rua Grande, em São Luís. A menos de um mês para início do carnaval, as prévias agitam os foliões e tomam conta da cidade. Nos variados blocos, é possível encontrar brincantes caracterizados com fantasias clássicas e outras bastante criativas.

Para quem ainda pretende aproveitar toda a irreverência do carnaval para se vestir a caráter ou mesmo incrementar o look com algum adereço, não faltam opções em fantasias e acessórios. Chapéus coloridos e brilhantes podem ser encontrados nos camelôs. Nas lojas de variedades, o folião pode optar pelas máscaras dos tradicionais fofões às estilosas venezianas. Colares, óculos, pulseiras, tiaras, meias e kits de fantasias que caracterizam variados personagens atraem os clientes para dentro das lojas.

Por ser um evento bastante popular, as pessoas ainda fazem questão de se fantasiarem para curtir o carnaval. Para a estudante Ludmila Castro, a fantasia completa ou mesmo um adereço dão o toque que não pode faltar no carnaval. “Eu adoro carnaval, e a fantasia reforça o espírito de alegria e comemoração. Eu, meu namorado e um grupo de amigos vamos passar o carnaval em São Luís, fantasiados”, destacou.

Uma loja especializada em artigos de festa, principalmente infantis, localizada na Rua de Santana, no Centro, oferece fantasias para crianças e até para bebês. Já para quem gosta do carnaval e aniversaria no período, a folia de Momo pode ser tema para a festa. A loja investe em itens com muitas cores, fantasias, máscaras, serpentina e confetes para garantir o cenário ideal e reunir convidados para comemoração de aniversário temática.

Intenção de consumo

O comércio de São Luís espera um dos melhores carnavais em comparação aos últimos anos. O movimento no maior centro comercial da capital, a Rua Grande, já começa a dar sinais de melhora após o período de ressaca das compras de fim de ano, e o clima entre os comerciantes é de otimismo.

Segundo Maria do Carmo Silva, vendedora de uma das lojas da Rua Grande, o movimento de clientes é bastante satisfatório e deve aumentar nas próximas semanas. “O movimento já está acima do esperado. Muitos consumidores estão buscando logo suas fantasias para não deixar para a última hora. Mas tem sempre aqueles que, por hábito ou mesmo falta de tempo, deixam as compras para próximo da data. Contudo, o importante é o saldo positivo nas vendas”, argumentou.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 102,2 pontos em janeiro de 2018 para a cidade de São Luís. Trata-se do maior nível desde agosto de 2015, quando foi registrado o índice de 102,4 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador revelou aumento de 7,35%, e na evolução mensal, o indicador apontou crescimento de 3,75% em relação ao mês imediatamente anterior.

Para a Fecomércio-MA, o resultado do ICF ultrapassa o grau de satisfação do consumidor avaliado pela pesquisa em termos de emprego, renda e capacidade de consumo, o que demonstra a volta do crescimento da atividade econômica. Segundo a metodologia da pesquisa, aos 100 pontos está localizada a zona de indiferença do consumidor, sendo que os níveis abaixo dessa linha são considerados de pessimismo e acima são entendidos como otimismo das famílias.

Assim, o ano já se inicia com perspectiva de otimismo dos consumidores ludovicenses. “Iniciamos 2018 em um cenário de retomada das vendas, fortalecimento do mercado de trabalho e inflação sob controle. Esses fatores criam condições favoráveis que impulsionam a recuperação da confiança das famílias, com a retomada da massa salarial e um menor comprometimento do orçamento familiar”, explicou o presidente da Federação do Comércio, José Arteiro da Silva.

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