Direitos Humanos

Moradores de Açailândia reivindicam direitos na Capital

A celeridade na liberação de verbas para o projeto de reassentamento de mais de 300 famílias, que convivem com a poluição causada pelas siderúrgicas de Piquiá, é o motivo da manifestação

Foto: Honório Moreira/ O Imparcial

Na manhã desta quarta-feira, 22, moradores do bairro Piquiá de Baixo, de Açailândia, protestaram em São Luís, no bairro do Renascença, pela reivindicação da celeridade na liberação de verbas para o projeto de reassentamento de mais de 300 famílias que convivem com a poluição causada pelas siderúrgicas de Piquiá.

Lidiane Ferraz, assessora de imprensa da ONG Justiça nos Trilhos, reforça que os moradores estão apenas reivindicando seus direitos. “Há 30 anos, a população de Piquiá de Baixo sofre com a poluição do polo siderúrgico instalado em torno do bairro. A saúde dos moradores está prejudicada”, afirma.

A assessora ainda se questiona sobre a demora da conclusão do projeto que, de acordo com ela, não há motivos para atrasos. “Apesar de aprovado, o projeto para reassentamento das famílias está embargado. Até mesmo arquitetos dizem que não tem problema algum para o avanço das obras”, destaca Lidiane.

Entenda o Caso

No ano de 2005, os moradores do Piquiá de Baixo iniciaram batalha judicial, por meio de sua associação, reivindicando o assentamento de mais de 300 famílias. Receberam do sindicato das siderúrgicas o terreno de 38 hectares, no sítio São João, em Açailândia, onde devem ser construídas 312 casas, com aporte financeiro do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), por meio da Caixa Econômica Federal (CEF).

Em 2015, o projeto de reassentamento de Piquiá de Baixo foi selecionado pelo Ministério das Cidades, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, para o início de 2016. A portaria que trata do assunto foi publicada no dia 31 de dezembro de 2015, no Diário Oficial da União.

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