NEGÓCIOS

Brasil pode ganhar R$ 6 bilhões com Alcântara

Deputado federal Pedro Fernandes (PTB) defendeu acordo entre Brasil e Estados Unidos. O motivo seria a entrada de R$ 6 bilhões na economia brasileira

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Na semana passada, o presidente da República Michel Temer esteve visitando o Centro de Lançamento de Alcântara acompanhado de ministros e deputados federais. A passagem de Temer pelo Maranhão foi praticamente imperceptível, apesar de ter sido considerada muito positiva pelos aliados do presidente. Um dos que destacaram a visita presidencial ao CLA foi o deputado Pedro Fernandes (PTB), que aproveitou reunião da Comissão de Relações Exteriores para defender a importância econômica da base aérea.

De acordo com Fernandes, o que está sendo discutido pelo governo brasileiro é o chamado acordo de salvaguarda de tecnologia e não a venda do CLA para os Estados Unidos. O acordo, caso seja firmado, poderá render cerca de R$ 6 bilhões aos cofres brasileiros.

“O mercado hoje espacial é de US$ 330 bilhões. O Brasil já gasta, pagando para fora, R$ 6 bilhões. Com Alcântara, haveria uma entrada destes R$ 6 bilhões, o que é significativo para a economia brasileira”, afirmou o deputado do PTB.

Considerado um dos melhores lugares do mundo para lançar foguetes, Alcântara desperta interesse de vários países. No entanto, Temer e sua comitiva quiseram deixar bem claro – quando estiveram no Maranhão – que o objetivo do governo federal está voltado ao acordo de proteção à tecnologia dos Estados Unidos, que será utilizada no país.
“Temos que tirar esse mito que está sendo pregado pelos opositores de Alcântara, por opositores do Brasil de que nós queremos entregar a base aérea para os Estados Unidos. Não é nada disso. Nós queremos um acordo de salvaguarda de tecnologia que todos os países pedem para poder lançar foguetes a partir de Alcântara”, concluiu Fernandes.

Quilombolas

Outro assunto também debatido durante a visita do presidente Michel Temer na semana passada foi a questão envolvendo os quilombolas, que hoje estão vivendo em uma área de expansão do CLA. A comitiva do governo federal aproveitou para dialogar com estas comunidades para resolver esse impasse.
Em maio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, já havia citado a dificuldade de expansão da base por causa da questão quilombola. A área de 60 mil hectares foi desapropriada, restando 8 mil hectares para os lançamentos da plataforma. “Se você tiver mais 12 mil hectares, e isto está em negociação, você vai poder colocar até seis países no centro de lançamento. Seria uma melhora muito grande nos recursos”, disse Jungmann à época. Segundo ele, com a expansão, os recursos passariam de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,5 bilhão.

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