Europa

Pirataria não reduz vendas legais

Comissão Europeia desembolsa 360 mil euros para estudo e oculta resultado curioso.

Mercado europeu: pirataria não prejudica vendas de produtos com direitos autorais. Foto: reprodução.

A Ecorys, empresa holandesa de consultoria e pesquisa, foi contratada pela Comissão Europeia para realizar estudo que mensuraria o impacto da pirataria sobre vendas online de materiais com copyright (proteção de direitos autorais). Em 2014, ano da pesquisa, mais de 30 mil pessoas foram ouvidas em diferentes países europeus.

Ingleses, alemães, franceses e consumidores de outras nacionalidades contribuíram para que a Ecorys concluísse em seu estudo: “Os resultados não mostram evidências estatísticas sobre queda nas vendas por conta das infrações online de copyright”.

Em outras palavras, a empresa holandesa revelou que pirataria não é a grande vilã na baixa comercialização de jogos, filmes, músicas e livros com direitos autorais. Resultado preocupante aos olhos da Comissão, que ocultou grande parte da pesquisa e divulgou em relatório, no ano passado, apenas o lado negativo da pirataria sobre a indústria cinematográfica europeia.

Julia Reda, representante do Partido Pirata no Parlamento Europeu, trouxe o assunto à tona ao usar o princípio do acesso à informação para analisar o documento e publicá-lo na íntegra, em mais de 300 páginas.

Justificativas

Altos preços de obras originais induzem internautas ao consumo de produtos piratas na web. No caso dos filmes, a Ecorys constatou que os originais são cerca de 80% mais caros do que os consumidores estão dispostos a pagar.

Mas custos elevados não são os únicos incentivadores da ação. O difícil acesso a alguns materiais também pode servir como estímulo para a propagação do consumo pirata.

No Brasil, pirataria é CRIME.

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