Desigualdade

Bilionário brasileiro tem riqueza maior que o PIB do Maranhão

O produto interno bruto (PIB) representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região.

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O empresário carioca Jorge Paulo Lemann, mentor da fusão de Brahma e Antarctica, dono do Burger King e sócio do bilionário Warren Buffett, é o homem mais rico do Brasil e o 22º na lista de bilionários no mundo. Sua fortuna é estimada em US$ 29 bilhões (R$ 90 bilhões), segundo ranking da revista Forbes de 2017.

Para se ter uma ideia, a fortuna de Lemann é R$ 14 bilhões maior que o Produto Interno Bruto do Maranhão que, segundo dados mais recentes do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), é de pouco mais de R$ 76 bilhões. Ele ainda supera o PIB de outros 13 estados.

O PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região e é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia.

Caso você tivesse 10% dessa dinheirama toda de Jorge Paulo Lemann – um dia a gente chega lá – e o aplicasse integralmente na poupança, receberia cerca de R$ 646 mil por mês em rendimentos. Caso prefira, poderia adquirir 40 imóveis na Península da Ponta d’Areia no valor de R$ 2,2 milhões cada, ou montar uma frota de 135 carros esportivos de luxo para charlar pela Litorânea.

Desigualdade

Apesar de programas sociais como o Bolsa Família, nosso país ainda está muito distante de enfrentar a desigualdade como prioridade. Em 2017, o Brasil caiu 19 posições na lista de desigualdade social da ONU, e está entre os 10 mais desiguais do mundo. Na América Latina, só fica atrás da Colômbia e de Honduras. Para chegar ao o nível de desigualdade da Argentina, por exemplo, o Brasil levaria 31 anos. Onze anos para alcançar o México, 35 o Uruguai e três o Chile.

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