Redução de teto

Saiba o que mudou no financiamento de imóveis na Caixa

Banco anunciou, na última quarta-feira, mudanças no financiamento de imóveis. Entenda quais são elas e veja as simulações feitas pelo diretor do site Canal do Crédito, Marcelo Prata

Caixa Econômica Federal

A Caixa reduziu, na última quarta-feira (16), o teto para financiamento de imóveis novos de 90% para 80% em qualquer linha, caso o mutuário opte pelo financiamento pelo sistema SAC. Esse tipo de financiamento, cujas parcelas são decrescentes ao longo do tempo, é o mais utilizado no banco.A Caixa reduziu, na última quarta-feira (16), o teto para financiamento de imóveis novos de 90% para 80% em qualquer linha, caso o mutuário opte pelo financiamento pelo sistema SAC. Esse tipo de financiamento, cujas parcelas são decrescentes ao longo do tempo, é o mais utilizado no banco.

No caso de compra de imóveis usados, o banco também diminuiu o teto do financiamento de 70% para 60%, na linha Pró-Cotista, que está suspensa até janeiro do ano que vem. Mas a mudança vale apenas para quem optar pela Tabela Price. Neste tipo de financiamento as parcelas são fixas ao longo do tempo.

Não há alterações nos tetos de financiamentos de imóveis novos pela Tabela Price. O teto, nesse caso, mantém-se em 70% desde o ano passado. Nada muda também para quem quiser financiar imóveis usados nas linhas SBPE/SFH e SBP/SFI.

São enquadrados no SFH financiamentos de imóveis de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal e de até R$ 650 mil nos outros estados. Já o SFI engloba financiamentos de imóveis de mais de R$ 750 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal; e de mais de R$ 650 mil nos outros estados.

Já a Pró-Cotista financia imóveis novos de até R$ 1,5 milhão em todo o país, imóveis usados de até R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal; e imóveis usados de até R$ 800 mil nos demais estados até o final do ano. O programa Minha Casa Minha Vida financia imóveis de até R$ 240 mil em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, para famílias com renda de até R$ 9 mil.

Clientes podem reclamar

Mutuários que tiveram prejuízo com a mudança anunciada pelo banco podem reclamar das perdas na Justiça. Esse direito vale para quem já havia dado o valor da entrada como sinal para o vendedor do imóvel antes da mudança e não vai conseguir mais dinheiro para obter o restante do crédito no banco, segundo Prata. “Se conseguir comprovar que teve um prejuízo por conta da nova regra, o mutuário pode tentar reaver o valor”. Para quem já havia iniciado o pedido do crédito no banco, mas não chegou a desembolsar nenhum valor, não há muito que fazer. “Neste caso, o banco pode dar um prazo para que o processo seja finalizado pela regra antiga. Mas vai depender da instituição financeira”, diz Prata.

Simulações feitas por especialistas

Conforme as simulações feitas por Marcelo Prata, diretor do site Canal do Crédito, a diferença, em todos os casos, foi uma redução de 10%. Então, se o mutuário deseja comprar um imóvel de R$ 500 mil, antes podia financiar R$ 450 mil e agora só R$ 400 mil. Logo, a diferença que vai ter que desembolsar como entrada será de R$ 50 mil, equivalente a 10% do valor do imóvel.

Como o valor do financiamento diminui, nesses casos, o tomador vai pagar menos no final do financiamento do que se financiasse um percentual maior, já que as taxas de juros cobradas em cada linha continuam as mesmas. Por outro lado, a barreira para quem não tem muito dinheiro para dar como entrada ficou maior.

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