SAÚDE

Conheça os tipos de vitiligo e os tratamentos para a doença

Mais de 2 milhões de brasileiros convivem com a despigmentação gradual da pele. Diferente do que muitos pensam, a doença não é contagiosa e pode ser tratada

A queda da autoestima é um grande problema a quem tem vitiligo

Mais de 2 milhões de brasileiros convivem com a despigmentação gradual da pele. Diferente do que muitos pensam, a doença não é contagiosa e pode ser tratada. O Vitiligo é uma doença cutânea caracterizada principalmente pela perda gradativa da pigmentação da pele. Geralmente há o surgimento de manchas manchas em todo o corpo. É impossível prever a extensão da doença ou o quanto a pessoa perderá da cor da pele.

A doença é mais visível em pessoas com pele escura, mas pode atingir pessoas de todos os sexos, idades e tons de pele. É importante ressaltar que quem sofre de vitiligo não corre qualquer risco de morte e é possível conviver com a doença levando uma vida normal.  A grande vilã pode ser a queda da autoestima, o que pode acarretar problemas psicológicos, como a depressão.

Tipos de Vitiligo

Existem dois tipos de vitiligo: o localizado, que atinge pontos isolados da pele, avança com rapidez, mas depois a aparição de manchas é estagnada; e o generalizado, que é aquele onde os afetados pela doença perdem gradualmente a pigmentação da pele.

O vitiligo generalizado pode evoluir rápida ou lentamente e pode, ainda, estabilizar depois de determinado tempo. Existem quatro tipos de Vitiligo generalizado (vulgar, misto, universal e acrofacial), sendo o mais comum o de tipo vulgar. Nesse caso, surgem manchas simétricas em diversas áreas do corpo.

O tipo misto consiste em uma mistura dos tipos vulgar e segmentar. Já o vitiligo universal, que é muito raro, acomete mais de 70% do corpo. Por último, o vitiligo do tipo acrofacial só leva ao surgimento de manchas no rosto, nas mãos e nos pés.

Principais causas da doença

Até hoje a ciência procura encontrar a causa exata do Vitiligo, apesar de ainda não ter sido descoberta, estudos vêm sinalizando para algumas possibilidades e já conseguiram constatar que a doença ocorre quando as células formadoras de melanina (melanócitos) morrem ou deixam de produzir melanina – o pigmento que dá garante a cor da pele, do cabelo e dos olhos.

O que continua sem respostas até o momento é porquevos melanócitos param de cumprir sua função, mas acredita-se que o Vtiligo possa ser uma doença autoimune, em que o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói os melanócitos. A possibilidade de que a doença esteja ligada à herança genética ou a fatores externos (exposição excessiva ao sol e estresse, por exemplo) não é descartada.

Sintomas

O sinal de alerta deve ser acionado quando há a despigmentação da pele, pois essse é o principal e mais evidente sintoma da doença. O mais comum é que essas manchas apareçam em diferentes partes do corpo.

Se você notar a perda de pigmentação do cabelo, cílios, sobrancelhas ou barba também pode ser um sinal da doença. Além disso, a despigmentação também pode ser notada nos tecidos que revestem o interior da boca e do nariz (membranas mucosas) e na camada interna do globo ocular (retina).

Manchas descoradas em torno das axilas, umbigo, órgãos genitais e reto precisam ser observadas com atenção. Vale lembrar que uma previsão de como a doença irá evoluir é quase impossível.

Pode acontecer de as manchas pararem de avançar  espontaneamente e sem qualquer tratamento, porém, na maioria dos casos a perda de pigmento da pele se espalha por todo o corpo e demanda tratamentos específicos.

Tratamentos

Tratar o Vitiligo exige muita determinação por parte do paciente já que não haverá qualquer resultado imediato. Existem alguns tratamentos atualmente que têm se mostrado eficazes no combate ao avanço da doença, em alguns casos, até mesmo a regressão pode acontecer.

Os principais são:

  • Uso de medicamentos que atuam diretamente sobre o sistema imunológico;
  • Combinação do uso de medicamentos com terapia de luz ou a laser;
  • Remoção do que restou da cor de pele original pode ser uma opção, em casos em que a despigmentação já se espalhou por todo o corpo, de modo que nenhum outro tipo de tratamento possa ser mais útil;
  • Enxerto de pele: trata-se de uma intervenção cirúrgica onde o médico remove pequenas partes da pele com a pigmentação original e coloca sobre as partes do corpo que já perderam a cor;
  • Enxerto por bolhas: também é um procedimento cirúrgico. Nesse caso, o médico cria bolhas em cima da pele pigmentada. Depois, ele retira o material dessas bolhas e o transplanta em cima de partes descoloridas do corpo;
  • Micropigmentação: É um procedimento  bastante parecido com o método usado na aplicação de tatuagens. O médico utiliza um instrumento cirúrgico especial para implantar o pigmento perdido em pequenas áreas da pele. Esse tratamento costuma ser mais eficaz ao redor dos lábios, especialmente em pessoas com pele mais escura.

Ao notar a aparição de um ou mais dos sintomas, o paciente deve buscar ajuda médica para que um tratamento que se adeque ao seu caso

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