FOLCLORE

Entenda a cultura maranhense em 7 lugares

É comum acharmos que apenas danças e lendas são manifestações folclóricas; Museus, terreiros e casas de cultura provam que a cultura maranhense é uma mistura rica das raças compõem a nossa história

É comum acharmos que apenas danças e lendas são manifestações folclóricas. Tudo bem, é isso que aprendemos na escola. Mas folclore é tudo aquilo que permeia o imaginário, dos rituais e costumes que nos rodeiam no dia a dia. Cantos, danças, crenças, superstições, mitos, símbolos, é difícil mensurar o quanto o folclore está fixado na cultura maranhense.

A identidade de um povo está na sua cultura. Podemos entendê-la como tudo aquilo que é construído pelo ser humano. Portanto, conhecer e valorizar a nossa cultura são auto-afirmações do que somos: uma rica mistura de hábitos portugueses; de danças, música e religiões africanas; de mitos e da simplicidade indígena.

É possível ter uma ideia dessa riqueza através de locais que reúnem um pouco da nossa história e da história dos povos que deram origem a quem somos hoje. Para não deixar a memória dos nossos antepassados desaparecer, museus e casas de preservação da cultura do Maranhão reúnem em seus acervos itens que relembram como eram os costumes e hábitos dos antigos. Veja quais são alguns deles e saiba como conhecer:

Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão

Situada na Rua do Giz, nº 59, no Centro histórico de São Luís, a casa é composta por três exposições temáticas com o objetivo do estudo, valorização e preservação do acervo patrimonial maranhense. Abriga recursos e bens arqueológicos e paleontológicos, além da cultura material e tradições dos povos indígenas no Maranhão. Na sala expositiva de arqueologia, encontram-se artefatos de pedra lascada, objetos cerâmicos utilitários e ritualísticos pré-coloniais e utensílios de louça e artigos de uso pessoal e cotidiano provenientes do período histórico. Na sala expositiva é possível conhecer alguns objetos de uso diário e cerimonial, pertencentes aos grupos indígenas contemporâneos.

Cafuá das Merces

Um pequeno sobrado que funcionava como depósito de escravos que chegavam a São Luís no período colonial, atualmente é conhecida como Casa do Negro. Criada com o intuito de preservar e difundir a cultura afrodescendente do Maranhão, a Cafuá tem em seu acervo objetos de cultos religiosos de origem africana como estatuetas, cabaças, cachimbos e parelhas do Tambor de Mina, fotografias de mães e filhos de santos da Casa de Nagô e Mina, além de instrumentos da época da escravidão negra. Fica localizado na Rua Jacinto Maia, Centro Histórico de São Luís.

Casa de Nhozinho

Instalado em um casarão da Rua Portugal, no Centro Histórico, São Luís, reúne um conjunto primoroso de elementos do cotidiano regional. São peças indígenas, utensílios de pesca, carros de bois, teares de rede, vasos de cerâmica, toalhas de buriti, bonecos populares, plumárias indígenas e brinquedos. Seu nome é uma homenagem ao artista popular, Antônio Bruno Pinto Nogueira (1904-1974) o Nhozinho, mestre na talha de buriti.

Casa das Minas

A Casa das Minas é um templo de candomblé criado pelos chamados ‘minas’, na primeira metade do século XIX. Mina deriva de negro-mina, denominação dada aos escravos procedentes da costa situada na atual Repúblicas do Gana, Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs. A atual sede fica na Rua de São Pantaleão, esquina com o Beco das Minas. A casa teria sido fundada em 1847, em terreno comprado por escravos libertos.
É o terceiro terreiro de Culto Afro-Brasileiro tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2002. A Casa das Minas é única no mundo, pois não possui casas que lhe sejam filiadas.

Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho

Mantém a exposição permanente Casa da Festa, com temáticas relacionadas a cultos afro brasileiro e afro maranhense, Festa do Divino Espírito Santo, Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula e outros ritos e folguedos, como carnaval e natal. Possui ainda a Galeria Zelinda Lima para exposições temporárias, uma biblioteca especializada em Cultura Popular, o Bazar do Giz, destinado à divulgação e comercialização da produção artística maranhense. Está situado na Rua do Giz, nº 221, Centro Histórico.

Museu Histórico de Alcântara

O Museu Histórico de Alcântara está localizado na cidade histórica de Alcântara, em um sobrado colonial típico do século XIX que pertenceu ao Barão de São Bento.  O prédio do Museu Histórico encanta aos visitantes por sua fachada revestida de azulejos coloridos e portais emoldurados de pedras de lioz. O acervo diversifica-se nas categorias de iconografia, documentação gráfica, mobiliário, louças, metais, heráldica, numismática, arte sacra e popular. O Museu retrata a opulência do apogeu econômico, social, político e cultural da cidade.

Museu Afro Digital do Maranhão

Um projeto desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o museu digital mostra o cotidiano e a cultura de minorias étnicas e de grupo marginalizados, além de trazer elementos que configuram a memória e a história de povos tradicionais do Maranhão. Oferece documentos, acervos e inventários de memorias da cultura afrodescendente, com fotografias, textos, livros, arquivos de áudio e vídeo que contribuem para um experiência inovadora aos internautas. Para acessar basta clicar aqui.

VER COMENTÁRIOS
CONTINUAR LENDO
MOSTRAR MAIS