Folclore

Entenda a cultura maranhense em 7 lugares

É comum acharmos que apenas danças e lendas são manifestações folclóricas; Museus, terreiros e casas de cultura provam que a cultura maranhense é uma mistura rica das raças compõem a nossa história

É comum acharmos que apenas danças e lendas são manifestações folclóricas. Tudo bem, é isso que aprendemos na escola. Mas folclore é tudo aquilo que permeia o imaginário, dos rituais e costumes que nos rodeiam no dia a dia. Crenças, danças, cantos, superstições, linguagem popular, é difícil mensurar o quanto o folclore está fixado na nossa cultura.

O folclore maranhense é uma rica mistura de hábitos portugueses; de danças, música e religiões africanas; de mitos e da simplicidade indígena. É possível ter uma ideia dessa riqueza através de locais que reúnem um pouco da nossa história e da história dos povos que deram origem a quem somos hoje. Conheça alguns museus e casas de preservação da cultura do Maranhão:

Casa das Minas

É um templo de Candomblé criado pelos chamados ‘minas’, na primeira metade do século XIX. Mina deriva de negro-mina, denominação dada aos escravos procedentes da costa situada na atual República do Gana, trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benin e da Nigéria, que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs. A atual sede fica na Rua de São Pantaleão, esquina com o Beco das Minas. A casa teria sido fundada em 1847, em terreno comprado por escravos libertos.
É o terceiro terreiro de Culto Afro-Brasileiro tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2002. A Casa das Minas é única no mundo, pois não possui casas que lhe sejam filiadas. Nesta casa os cânticos são em língua jeje (Mina-Ewê-Fon) e só se recebem divindades denominadas de voduns.

Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão

Situada na Rua do Giz, nº 59, a casa é composta por três exposições temáticas com o objetivo do estudo, valorização e preservação do acervo patrimonial maranhense, especificamente os recursos e bens arqueológicos, paleontológicos e a cultura material e tradições dos povos indígenas no Maranhão. Na sala expositiva de arqueologia, encontram-se artefatos de pedra, objetos cerâmicos utilitários e ritualísticos pré-coloniais e utensílios de louça e artigos de uso pessoal e cotidiano provenientes do período histórico. Na sala expositiva é possível conhecer alguns objetos de uso diário e cerimonial, pertencentes aos grupos indígenas contemporâneos.

Cafuá das Merces

Um pequeno sobrado que funcionava como depósito de escravos que chegavam a São Luís no período colonial, atualmente é conhecida como casa do negro. Criada com o intuito de preservar e difundir a cultura afrodescendente do Maranhão, a Cafua tem em seu acervo objetos de cultos religiosos de origem africana como estatuetas, cabaças, cachimbos e parelhas do Tambor de Mina, fotografias de mães e filhos de santos da Casa de Nagô e Mina, além de instrumentos da época da escravidão negra. Fica localizado na Rua Jacinto Maia, Centro Histórico de São Luís.

Casa de Nhozinho

Instalado num casarão da Rua Portugal, no Centro Histórico, reúne um conjunto primoroso de elementos do cotidiano regional. São peças indígenas, utensílios de pesca, carros de bois, teares de rede, vasos de cerâmica, toalhas de buriti, bonecos populares, plumárias indígenas e brinquedos. Seu nome é uma homenagem ao artista popular, Antônio Bruno Pinto Nogueira (1904-1974) o Nhozinho, mestre na talha de buriti.

Museu Histórico de Alcântara

O Museu Histórico de Alcântara está localizado na cidade histórica de Alcântara, em um sobrado colonial típico do século XIX que pertenceu ao Barão de São Bento. O acervo diversifica-se nas categorias de iconografia, documentação gráfica, mobiliário, louças, metais, heráldica, numismática, arte sacra e popular. O Museu retrata a opulência do apogeu econômico, social, político e cultural da cidade.

Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho

Mantém a exposição permanente Casa da Festa, com temáticas relacionadas a cultos afro brasileiro e afro maranhense, festa do divino, bumba meu boi, tambor de crioula e outros ritos e folguedos, como carnaval e natal. Possui ainda a Galeria Zelinda Lima para exposições temporárias, uma biblioteca especializada em Cultura Popular, o Bazar do Giz, destinado à divulgação e comercialização da produção artística maranhense. Está situado na Rua do Giz, nº 221, Centro Histórico.

Museu Afro Digital do Maranhão

Um projeto desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o museu digital mostra o cotidiano e a cultura de minorias étnicas e de grupo marginalizados, além de trazer elementos que configuram a memória e a história de povos tradicionais. Visa estimular a memória social de minorias étnicas e de memórias nacionais. Oferece documentos, acervos e inventários de memorias da cultura afrodescendente, com fotografias, textos, livros, arquivos de áudio e vídeo que contribuem para um experiência inovadora aos internautas. Para acessar basta clicar aqui.

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