Medida

Volta de passe estudantil revolta estudantes ludovicenses

Medida tomada pela Prefeitura até que a falha no sistema de recarga seja solucionada passou a valer na tarde de segunda-feira (17)

Reprodução

Até que o sistema de recarga de cartões de meia passagem volte a funcionar depois de enfrentar uma falha técnica desde quinta-feira (13), os estudantes ludovicenses terão que voltar a utilizar os passes estudantis de papel, extintos há anos.

O estudante que quiser continuar tendo acesso à meia passagem terá que comprar a cartela completa com 10 passes, o que equivale a R$ 14,50. Bilhetes avulsos estão sendo vendidos apenas na Central de Atendimento ao Estudante, localizada no Monte Castelo, e cada usuário só poderá comprar uma cartela por semana.

A venda dos passes está sendo realizada nos postos de recarga dos terminais de integração e na Central de Atendimento ao Estudante das 8h às 20h, mediante apresentação da carteira estudantil. Leia a nota da Prefeitura na íntegra:

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) informa que, com o objetivo de garantir o direito da meia-passagem aos estudantes de São Luís mesmo em face da pane geral no sistema de recarga de passagens, realizará a venda de passes escolares nos Terminais de Integração e na Central de Atendimento ao Estudante, no Monte Castelo.

A SMTT esclarece que a venda será realizada mediante a apresentação do cartão estudantil e que o serviço inicia às 16h e na Central de Atendimento ao Estudante; e a partir das 17h nos terminais de integração do São Cristóvão, Cohama e Cohab.

A Secretaria reforça, por fim, que já possui técnicos solucionando para restabelecer, com a maior brevidade possível, o sistema de recarga eletrônica.

Embora a solução seja um caminho para que os estudantes não tenham que pagar R$ 2,90 por passagem, alguns pontos foram fortemente questionados, entre eles, o fato de que os passes podem ser usados apenas em linhas de nível quatro.

Para Mabio Almeida, aluno do curso de História da UFMA, as falhas no sistema contribuem para o sucateamento do transporte público, que não atende os interesses da população de São Luís. “Precisamos pensar que o benefício da meia foi pensado na tentativa de aliviar as necessidades de estudantes que na grande maioria das vezes não têm renda fixa que atenda à questão do transporte. Duas vezes o sistema sai do ar em menos de dois meses e parece que a prefeitura ainda não se empenhou em procurar onde está a falha.”, comentou.