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Pessoas privadas de liberdade participarão do Enem a partir de terça

12 unidades prisionais de São Luís receberão as provas que serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro

587 detentos no MA estão inscritos no Exame Nacional de Ensino Médio
587 detentos no MA estão inscritos no Exame Nacional de Ensino Médio

Os investimentos estaduais no âmbito da educação prisional resultaram, esse ano, em uma marca expressiva: 587 detentos inscritos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Este número é mais que o dobro das inscrições feitas em 2015, quando houve 206 registros. Os dados representam um aumento de 185% de presos inscritos no exame.

No total, 12 das 14 unidades prisionais de São Luís receberão as provas que serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro. Só na capital, foram 304 inscrições. O número de mulheres apenadas inscritas chegou a 90, o maior já registrado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Em unidades do interior do estado como, por exemplo, a UPR de Imperatriz, também acontecerá a prova.

Também este ano, pela primeira vez, os presos poderão fazer as provas nas suas respectivas unidades, e não mais serem deslocados para outro estabelecimento carcerário, como ocorria em anos anteriores. “Antes, a única unidade prisional apta para este fim era a antiga penitenciária. Hoje, 85% tem essa estrutura”, lembrou a supervisora de Educação da Seap, Néria Moura.

No Brasil o número de detentos que vão fazer o exame, neste ano, superou os 42.542 inscritos em 2015.Desses, 78% (42.490) tentarão a certificação do ensino médio por meio do exame. A maioria dos inscritos, 58%, são da região Sudeste. O Sul tem 17% das inscrições; o Nordeste, 12%; o Centro-Oeste, 7% e o Norte, 6%.

Vão participar do exame os órgãos e as instituições cujas unidades prisionais e socioeducativas firmaram termo de compromisso com o Inep, já que a aplicação do Enem PPL ocorre dentro das unidades.

Desde 2011, o Enem é aplicado no sistema prisional e apresenta evolução na quantidade de inscritos. À época, 13.908 detentos passaram pelo exame. Segundo o Depen, mais de 190 mil pessoas presas participaram das provas nos últimos anos. Atualmente todos os estados participam desse processo.
A principal finalidade é elevar a escolaridade da população prisional. Segundo Mara Fregapani, 91% dos detentos não tinham educação básica completa em dezembro de 2014. Com o Enem, eles podem ter acesso à certificação do ensino médio e ainda à universidade. A diretora destaca ainda que a iniciativa significa a inclusão das pessoas privadas de liberdade em política pública.

A iniciativa é desenvolvida pelo Inep, vinculado ao Ministério da Educação, em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e Cidadania (Depen/MJC).

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Lisiane
Lisiane