DADOS

Desemprego no Maranhão atinge 11,8%

Os dados são do segundo trimestre de 2016. Em São Luís a renda cresceu em relação ao mesmo período do ano passado

Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE concluiu que a taxa de desemprego do Maranhão entre abril e junho de 2016 chegou a 11,8% da população, um crescimento de 1% em relação aos três primeiros meses do ano, e de 3% em relação ao segundo trimestre de 2015. Já a renda do maranhense não melhorou muito, são R$ 1072, apenas R$ 22 a mais que no segundo trimestre de 2015.
Em São Luís, o índice de pessoas sem ocupação ficou igual ao primeiro trimestre do ano, com 16,4%. No segundo trimestre de 2015, a taxa era de 14,2%, uma diferença de 2,3% para os meses de abril a junho desse ano. A renda também permanece estável em 2016, com média R$ 1,664 no primeiro trimestre e apenas R$ 1 a mais no segundo, mas cresceu. em relação ao mesmo período de 2015, chegando a R$ 1.655, um aumento de R$ 161.
Dados Nacionais
No Brasil todas as regiões tiveram alta na taxa de desocupação, chegado à 11,3%. As taxas são as mais altas registradas pelo IBGE desde a primeira Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), em janeiro de 2012.
As regiões Norte de Nordeste detêm hoje as maiores taxas de desocupação, enquanto o Sul e o Centro-Oeste tem as menores. No Nordeste, a região campeã no desemprego, a tata passou de 10,3% no segundo trimestre de 2015 para 13,2 em 2016. Entre maio e junho desse ano a taxa era de 12,8%. Nas demais regiões as taxas entre janeiro e abril de 2016 foram de 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul. Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).
Segundo dos dados do IBGE, o Brasil possui hoje 11,6 milhões de desempregados, o que corresponde a 11,3% da população, a maior desde o início dos levantamentos e um crescimento de 4,5% em relação aos três primeiros meses do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento da população desempregada chegou a 38.7%.
Carteira assinada
A Pnad Contínua aponta, ainda, que a região Sul do Brasil registrou o maior percentual de empregados com parteira assinada, com 85,4%, seguida pelo Sudeste, com 82,7%. No nordeste, o percentual chega a 62,25%, enquanto o Norte, o pior no ranking, tem 61,5% de seus trabalhadores com carteira assinada.
O Maranhão possui, ainda, uma das menores taxas de trabalhadores com carteira assinada do país no setor privado, com uma taxa de apenas 51,38%, seguido do Piauí, com 52,3%, e Pará, com 57,4%. No lado oposto, Santa Catarina é o estado com melhor taxa de trabalhadores com carteira assinada, 89,7%, seguido pelo Distrito Federal, com 86,2% e Rio de Janeiro, com 57,4%.
Média de rendimento
Trabalhadores no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos e por conta própria possuem as menores rendas do Maranhão. A média de rendimentos dos trabalhadores domésticos no estado, no segundo trimestre de 2016, foi de R$ 507, a dos empregados do setor privado sem carteira foi de R$ 711, enquanto de quem trabalha por conta própria e de R$ 716.
Dos três, o empregado sem carteira sofre a maior queda em relação ao ano passado, de R$92. Mas foram os com maiores rendimentos que tiveram maior perda, os empregadores, que no segundo trimestre de 2015 tinham um rendimento de R$ 3.825 viram esse número cair para R$ 3.147, são R$ 678 a menos.
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