ECONOMIA

Entenda por que o preço da gasolina oscila tanto

Quase todo dia um novo aumento no preço da gasolina nas refinarias é anunciado pela Petrobras. Desta vez, depois de dois aumentos seguidos em menos de três dias, a estatal anunciou nesta segunda-feira, 4, um redução de 0,68%

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Quase todo dia um novo aumento no preço da gasolina nas refinarias é anunciado pela Petrobras. Desta vez, depois de dois aumentos seguidos em menos de três dias, a estatal anunciou nesta segunda-feira, 4, um redução de 0,68% em relação aos R$ 2,0113 vigente desde o último dia 2.

Segundo o economista e professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Nicodemos Araújo, a variação, quase que diária, do preço é  influenciada pelo aumento do dólar e do barril de petróleo que o Brasil importa. “Quanto mais desvalorizado o real perante o dólar, o mercado brasileiro precisa pagar mais por cada barril de petróleo”, destacou o economista.

A variação é reflexo da política de preços vigente desde o ano passado na Petrobras, que passou a acompanhar as oscilações internacionais. Para o economista, a política de preços poderia ser mais clara. “Na teoria essa política é bem interessante, mas o problema é que ela é unilateral, ou seja, a sociedade não tem conhecimento do funcionamento, e o governo deveria ser mais transparente”, destacou.

Transparência na política de preços

Segundo o economista, a política de preços ancorada na taxa de câmbio é bem interessante, mas falta informação para a sociedade. “Esses aumentos recorrentes no preços dos combustíveis, poderão se transformar futuramente em redução, de acordo com a variação do preço do dólar. Por exemplo, hoje o dólar custa R$ 3,73, se a moeda americana sofrer uma queda na cotação e chegar a custar dois reais, consequentemente essa desvalorização precisa ser repassada para a população na forma de redução dos preços dos combustíveis”, destacou.

Se o Brasil produz petróleo, por que importar?

O Brasil ainda não é autossuficiente na produção de petróleo. O volume total extraído atualmente no país, de 2,6 milhões de barris por dia, na teoria, seria capaz de atender à demanda nacional por combustíveis. No entanto, o petróleo extraído no Brasil é o chamado pesado, mais difícil de ser refinado, por isso as refinarias precisam importar o petróleo chamado leve, para misturar com o petróleo brasileiro

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