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ESPORTE

Esporte radical: movimento de skate amador cresce em São Luís

Praças na ilha são ponto de encontros semanais de esportistas

Reprodução/Arquivo Pessoal

O movimento de skate amador está ganhando força na capital maranhense. Com cinco praças específicas, para prática do esporte de rua, conhecidos popularmente como os skate parks, cerca de 60 esportistas que fazem parte de um grupo de aplicativo estão realizando encontros semanais nas pistas localizadas no Centro Histórico de São Luís. As praças existentes na ilha são: Praça Gonçalves Dias, Praça Odorico Mendes, Parque Bom Menino, Praça da Fonte do Bispo e Praça das Mercês.


De acordo com um dos organizadores do movimento, Natanael da Costa Silva, por ser um esporte radical muito praticado atualmente, o skate praticado nas praças de São Luís está precisando de apoio dos gestores de esporte. “Desde o início de março, temos feitos encontros com os skatistas que moram em diversos bairros da ilha para movimentar a cena do esportiva com pequenas competições como forma de incentivo. Infelizmente não contamos com o apoio de nenhum órgão ou autoridade pública. E com a pandemia a nossa comunicação ficou mais complicada. Queremos alertar sobre a importância da conservação das pistas, pois algumas delas já estão apresentando problemas, além de apresentarmos propostas para uma agenda de competições que devem ocorrer todos os meses”, disse Natanael Costa.

Reprodução/Arquivo Pessoal


Entre as principais reivindicações para a preservação das praças esportivas está a colocação de cantoneiras, a iluminação que em algumas já está comprometendo as competições no horário noturno e placas de identificação que o local é próprio para a prática esportiva. “Eu represento um grupo de 60 pessoas que vivem o skate como esporte e filosofia de vida. A pista do Anel Viário já está toda remendada. Seria bastante interessante alguém que nos ajudasse a fortalecer a essa causa. E quando a gente fala os responsáveis se sentem ofendidos. Nós agradecemos muito a construção das pistas, mas o queremos é que elas sejam conservadas ”, ressaltou Natanael, afirmando que o grupo pretende protocolar um documento com as reivindicações tanto na Secretaria Municipal de Desportos e Lazer de São Luís.


O esportista lembrou que mais do que um esporte, o skate tornou-se um estilo de vida. Os skatistas usam roupas características, tem suas próprias gírias e costumes. “Existe toda uma cadeia produtiva por trás da prática esportiva que vai da fabricação do próprio skate, passando pela moda entre outras atividades como música, e até mesmo as artes visuais. Só queremos chamar atenção que o Maranhão não pode ficar para trás em relação aos outros estados do pais por falta de manutenção das pistas e do fortalecimento dessa cadeia produtiva”, acrescentou Natanael Costa, lembrando que o Street Style (skate de rua), é a modalidade mais praticada em todo o mundo, assim como em São Luís, onde os bancos, corrimões, escadas das ruas das cidades são utilizadas como obstáculos para o skate.

Reprodução/Arquivo pessoal


SOBRE O SKATE


O skate surgiu na Califórnia, Estados Unidos, nos anos 60. Foi inventado por alguns surfistas, como uma brincadeira para um dia no qual não havia ondas no mar. Eles utilizaram rodinhas de patins. Já em 1965 foram fabricados os primeiros skates e realizados os primeiros campeonatos. Mas o esporte só ganhou o mundo nos anos 90, quando o norte-americano Tony Hawk realizou uma revolução com seus aéreos e flips. Tony Hawk é considerado, até hoje, o maior skatista de todos os tempos. A partir dos anos 90, os brasileiros tem tido destaque internacional nas competições. O primeiro grande destaque foi Bob Burnquist. Atualmente, o skatista brasileiro de maior destaque é Sandro “Mineirinho” Dias, tetracampeão mundial de skate vertical (2003, 2004, 2005 e 2006). A maior representante do Maranhão é a Fadinha do Skate, da cidade de Imperatriz.

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