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LUTO NO FUTEBOL

Conheça a história de ex-zagueiro motense Baezão

No papão do norte ficou durante 16 anos. Esteve emprestado ao Sampaio Corrêa, mas logo retornou ao Rubro-negro

Reprodução

Morreu ontem, aos 90 anos, um dos maiores zagueiros da história do Moto Club de São Luís. Simão Vieira dos Santos (o Baezão), foi vítima de um AVC. 

Essa conta não é minha

Ele fez parte do super time comandado por Rinaldi Maia (técnico) em 1963, sendo mais tarde tricampeão nos anos 66, 67 e 68. No Papão ficou durante 16 anos. Esteve emprestado ao Sampaio Corrêa, mas logo retornou, porque se identificava muito mais com as cores rubro-negras.

A maior característica de Baezão eram força e dedicação. Por isso, ganhou desde cedo a simpatia da torcida motense. Ele começou ainda na adolescência, atuando por equipes do futebol amador no bairro Floresta, hoje Liberdade. Também jogou pelo General Sampaio, equipe que representava o 24º BC, quando de sua apassagem pelo exército.

No começo era volante, porém, devido à boa estatura passou a ser utilizado na lateral-direita e também foi jogar de zagueiro. O Moto,  presidido por Alberto Aboud, logo demonstrou interesse na sua contratação. Ele ganhou um emprego na fábrica de tecidos Santa Izabel, onde  trabalhava  um expediente e no outro era liberado para treinar.

Na estreia no Moto, contra o MAC,  seu time venceu por 3 a 0 e Baezão foi um dos principais destaques. Em 1955, contra o mesmo Maranhão Atlético,  ele foi campeão maranhense, marcando um dos gols da vitória, atuando de ponta-direita. O apelido Baezão  ganhou ênfase depois que surgiu Baezinho, lateral-direito.

Ao ganhar fama, Baezão  chegou a ser cogitado para atuar  fora do estado, mas o Moto fixou uma quantia considerada muito alta para liberação do passe. Atlético Mineiro e Santa Cruz-PE eram os clubes interessados no atleta maranhense. Assim, ele ficou no Rubro-Negro da Fabril até o ano de  1968, quando já tinha mais de 37 anos de idade.

Ainda no Moto, Baezão continuou trabalhando como massagista em 1970, quando a fábrica fechou, permanecendo no clube ate 1976. 

Depois foi trabalhar na Coliseu e posteriormente, no Maranhão Atlético como massagista, onde ficou até 2008.

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