Sérgio Frota diz que a ‘grana’ não vai dar

Presidente fala com exclusividade a O Imparcial e revela que os R$ 6,8 milhões repassados pela CBF não serão suficientes para a montagem de uma equipe forte

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Conseguido o objetivo inicial, que foi a volta à Série B do Campeonato Brasileiro, o Sampaio Corrêa necessita vencer dois jogos para a conquista do quarto título nacional nas Séries B, C e D. Por isso, tão logo terminou a partida que determinou o acesso no último sábado, diante do São José, o presidente Sérgio Frota começou a se preparar para o que terá pela frente em 2020.

Segundo ele, os R$ 6,8 milhões líquidos que serão repassados pela CBF não serão suficientes para a montagem de uma equipe capaz de concorrer principalmente com as quatro que estão sendo rebaixadas do Brasileirão nesta temporada. Por isso, será fundamental a conquista de novas parcerias.

Em entrevista exclusiva, Frota fala sobre diversos assuntos, entre os quais as dificuldades para conseguir encontrar o grupo que deu a volta por cima e mudou a escrita daquilo que ocorreu no início do primeiro semestre, quando não conquistou nenhuma das competições disputadas, embora tenha tido participação razoável na Copa do Brasil.

O Imparcial – O Sampaio voltou à Série B do Brasileiro, mas até então estava mal na temporada, perdendo tudo o que disputou. Como foi possível essa virada?

Sérgio Frota – Inicialmente, a vitória te leva para um lugar, a derrota para outro. Ano passado foi o de maior conquista da história do clube: a Copa do Nordeste, onde estavam disputando grandes equipes da região, sendo três da Série A (Vitória, Ceará e Bahia). Um mês depois nós entramos na zona de rebaixamento da Série B. Fui muito contestado. Isso me criou problemas. Muitas pessoas se afastaram, mesmo do Conselho Deliberativo que me apoiaram e até políticos. Lutei para tentar sair do rebaixamento, mas não conseguimos. Em 2019, contratamos o técnico mais vitorioso da história do clube, o Flávio Araújo, mas também não deu certo no campeonato, veio o Julinho, também não deu certo na Copa do Nordeste. Começou a Série C, aí resolvi mudar depois daquela derrota para o Imperatriz. Fiz uma reengenharia no departamento de futebol e contratamos o Brigatti e dez jogadores dos quais oito são titulares absolutos.

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