FUTEBOL

Maranhense faz história e é convocado para defender a seleção Chinesa

Elkeson terminou seu processo de naturalização e foi chamado para dois jogos das eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo. A partir de agora ele se chama Ai Kesen.

Reprodução

O atacante Elkeson, de 30 anos, nascido em Coelho Neto, fez história e se tornou o primeiro jogador sem ascendentes chineses a ser convocado para a seleção do país oriental. O nome dele apareceu na convocação para treinamentos de preparação para dois jogos das eliminatórias da Copa do Mundo, contra Maldivas e Guam. Antes do maranhense apenas um outro estrangeiro, o inglês Nico Yennaris, havia sido convocado, porém ele é filho de uma chinesa, fazendo com que a convocação do jogador brasileiro seja um fato inédito na história.

Elkeson foi revelado pelo Vitória, e após uma passagem de duas temporadas pelo Botafogo foi contratado pelo clube chinês Guanghzou Evergrande. Antes disso ele chegou a ser convocado para a seleção brasileira, em 2011, para o jogo de volta do Superclássico das Américas. Há sete anos jogando na China, o atacante já realizou 232 jogos e marcou 135 gols no país, se firmando como o maior artilheiro da história do campeonato nacional.

Depois de investir pesado em seu campeonato, levando jogadores brasileiros de renome como Gil, Renato Augusto, Paulinho, Oscar e Hulk, agora os chineses decidiram reforçar a seleção. A naturalização de Elkeson faz parte de um processo que a seleção chinesa vem realizando para contar com vários jogadores estrangeiros em sua equipe e voltar a se destacar no futebol asiático, deixando de lado as tradições e os conservadorismos com o objetivo de voltar a disputar uma Copa do Mundo, o que não acontece desde 2002.

Para se naturalizar, os jogadores precisam renunciar à cidadania brasileira e esperar que o governo chinês finalize o processo. Nesse meio tempo, eles vivem uma situação curiosa: viram cidadãos apátridas, ou seja, aqueles que não possuem nacionalidade reconhecida por nenhum país no mundo. Além disso, precisam trocar de nome e escolher um que se adapte à linguagem do novo país. Elkeson agora se chama Ai Kesen.

Além de Elkeson, outros quatro brasileiros já estão realizando o processo de conseguir a cidadania chinesa: Ricardo Goulart, com passagem marcante pelo Cruzeiro, diversas convocações para a seleção brasileira e recém-saído do Palmeiras, Aloísio “Boi Bandido”, ex-jogador de Figueirense e São Paulo, Alan, que atuou pouco tempo no Brasil pelo Londrina e pelo Fluminense e Fernandinho, ex-Flamengo.

De acordo com o site 22bet Brasil apostas esportivas, com a naturalização desses jogadores, a chance da seleção Chinesa voltar a Copa do Mundo aumenta consideravelmente, e isso já vem sendo demonstrado nas odds para o próximo mundial. Mas para se consolidarem como candidatos, os chineses ainda precisam reforçar a defesa, pois todos os atletas especulados têm características puramente ofensivas.

O técnico da seleção chinesa é o italiano Marcelo Lippi, campeão da Copa do Mundo de 2006 por seu país de origem. Vale lembrar que a próxima Copa, que será realizada em 2022 no Catar, ainda será disputada por 32 seleções e, portanto, contará com quatro países asiáticos além do anfitrião. A partir de 2026, a Copa do Mundo masculina será disputada por 48 seleções.

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