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Marcinho Guerreiro x Roberto Fonseca: o duelo dos técnicos

Mostrando serviço e obtendo êxito no comando das equipes que dirigem, os dois treinadores também vão travar um duelo interessante fora das quatro linhas

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O jo­go Sam­paio x Lon­dri­na, mar­ca­do p­ra ama­nhã à noi­te (21h) no Es­tá­dio Cas­te­lão, além dos mes­mos ob­je­ti­vos que têm as equi­pes, de so­mar pon­tos pa­ra me­lho­rar  su­as po­si­ções na Sé­rie B do Campeonato Bra­si­lei­ro, mos­tra­rá um du­e­lo à par­te: os téc­ni­cos Mar­ci­nho e Ro­ber­to Fon­se­ca, que fa­zem uma tem­po­ra­da dig­na de aplau­sos.

Fon­se­ca é um téc­ni­co ex­pe­ri­en­te e aqui che­gou no pri­mei­ro semestre pa­ra co­man­dar o Tu­ba­rão ma­ra­nhen­se, quan­do es­te se sen­tia ame­a­ça­do de mor­rer afo­ga­do na fa­se mais im­por­tan­te da Copa do Nor­des­te e mos­tra­va uma vi­sí­vel que­da de pro­du­ção nos pri­mei­ros jo­gos da Se­gun­do­na. De ime­di­a­to, Ro­ber­to Fon­se­ca recupe­rou a au­to­es­ti­ma do gru­po, ga­nhou jo­gos im­por­tan­tes na competição na­ci­o­nal e, quan­do che­gou a ho­ra de de­ci­dir a Co­pa do Nor­des­te, sua es­tre­la bri­lhou. Co­man­dou a equi­pe que con­quis­tou o tí­tu­lo re­gi­o­nal, in­clu­si­ve, num con­fron­to fi­nal fo­ra de ca­sa, di­an­te do po­de­ro­so Bahia. Tal fa­ça­nha tam­bém va­leu sua es­co­lha co­mo melhor téc­ni­co da com­pe­ti­ção. Dei­xou o Tri­co­lor quan­do es­te empacou uma sé­rie de jo­gos sem ven­cer no Bra­si­lei­ro, ape­sar dos pro­tes­tos de gran­de par­te da tor­ci­da. Lo­go foi cha­ma­do pe­lo Londrina, que se en­con­tra­va ame­a­ça­do de en­trar na zo­na. Ho­je o clu­be é o oi­ta­vo co­lo­ca­do, com 44 pon­tos. Tem a  se­gun­da me­lhor cam­pa­nha do re­tur­no, com 23 pon­tos em 12 jo­gos.

Há seis  par­ti­das o ti­me não per­de. Tam­bém não to­ma gol  há mais de um mês. A úl­ti­ma vez que is­so acon­te­ceu foi na der­ro­ta pa­ra o CSA, em Ma­ceió, no dia 4 de ou­tu­bro: 1 a 0. Mar­ci­nho Guer­rei­ro, ma­ra­nhen­se, co­me­çou a des­pon­tar co­mo téc­ni­co, efe­ti­va­men­te, nesta tem­po­ra­da, quan­do con­quis­tou o tí­tu­lo es­ta­du­al pe­lo Mo­to, num pe­río­do de mui­tas di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras,  e ain­da dei­xou o clu­be ru­bro-ne­gro bem en­ca­mi­nha­do na Sé­rie D  do Bra­si­lei­ro. Convi­da­do a co­man­dar o Im­pe­ra­triz, vol­tou a mos­trar ser­vi­ço,  conquis­tan­do o aces­so à Sé­rie C. Quan­do o Sam­paio Cor­rêa pa­re­cia sem  for­ças pa­ra sair da zo­na de de­go­la da Se­gun­do­na,  Guer­rei­ro foi con­vo­ca­do pa­ra mais uma di­fí­cil mis­são. Des­de en­tão, mos­trou conhe­ci­men­tos e mu­dou a ma­nei­ra do ti­me jo­gar. Fez  al­te­ra­ções im­por­tan­tes em qua­se to­dos os se­to­res. Ga­nhou de equi­pes poderosas co­mo o lí­der For­ta­le­za, Fi­guei­ren­se e Atlé­ti­co-GO, empatan­do com a Pon­te Pre­ta e o Oes­te (fo­ra). Só per­deu pa­ra o Avaí ( 3 a 1), de vi­ra­da, num jo­go em que te­ve o do­mí­nio até aos 30 mi­nu­tos do se­gun­do tem­po, na ca­sa do ad­ver­sá­rio. na ro­da­da passada, fi­nal­men­te saiu da zo­na de re­bai­xa­men­to, em­bo­ra ain­da res­tem se­te jo­gos a dis­pu­tar.

Ama­nhã, dois pro­fis­si­o­nais de su­ces­so nes­ta tem­po­ra­da. Res­ta sa­ber qual es­tre­la te­rá mais bri­lho ao fi­nal dos 90 mi­nu­tos e mais os acrésci­mos de pra­xe. Sem dú­vi­da, um bom du­e­lo, tam­bém, fo­ra das qua­tro li­nhas.

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