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Diante das investigações, ministro francês Manuel Valls reitera confiança em Platini

Comitê de Ética abriu investigação interna em torno da relação entre Blatter e Platini

Platini

Com o nome na pauta da investigação da Justiça suíça desde sexta-feira, juntamente com Joseph Blatter, o presidente da Uefa, Michel Platini, recebeu o respaldo do primeiro ministro francês, Manuel Valls, no último sábado. O político voltou a reforçar a confiança que tem no ex-jogador francês, acusado de receber cerca de R$ 10 milhões de Blatter por ‘serviços prestados’ entre 1999 e 2002, conforme alegou em declaração recente.

O Comitê de Ética da Fifa abriu, no último sábado, uma investigação interna em torno da relação de benefícios entre Blatter e Platini, tido como favorito para suceder o suíço no mais alto cargo da entidade em 2016. Se confirmadas as denúncias, Platini pode ser desligado do cargo na Uefa nos próximos dias e perder, consequentemente, o direito de concorrer às eleições presidenciais da Fifa.
Ainda assim, Manuel Valls reiterou que confia no ex-jogador. “É o momento da Justiça fazer o seu trabalho, mas temos sorte de ter em Platini um grande homem do esporte e um líder da Uefa. Confio plenamente nele”, declarou o primeiro ministro em depoimento à rádio France Info no último sábado, ao ser questionado sobre as acusações da polícia suíça.
Na última sexta, dia que estava marcada uma entrevista de encerramento após a reunião de dois dias do Comitê Executivo da entidade, em Zurique, fiscais da polícia suíça compareceram à sede da Fifa para colher informações e depoimentos de Blatter e Platini. O francês é acusado de receber pagamento em 2011 de R$ 10 milhões, e apesar de alegar a compensação por serviços prestados na década passada, ainda não explicou o porquê demorou nove anos para cobrar o valor.
Na última semana, o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, teve o recurso à extradição suspenso e deverá ser julgado no tribunal de Nova York no início de dezembro. Assim como Platini, Warner também é acusado, entre outros delitos, de receber propina em troca de votos. Entre os doze processos aos quais responde, Warner é acusado de receber dinheiro de autoridades sul-africanas pelo voto de Warner em 2010.
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