F-1

A Fórmula 1 está entre campeonatos mais ricos do mundo

Abismo entre equipes grandes e pequenas prejudica saúde financeira da F-1

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A queda da audiência, as frequentes polêmicas e a falência de equipes podem dar a impressão de que a Fórmula 1 enfrenta uma crise financeira. Mas as contas da categoria apontam justamente para o contrário. Com um lucro operacional na casa de 1,8 bilhão de dólares, as equipes só passam por dificuldades por um problema crônico, que se agravou nos últimos anos a má distribuição de renda.
A Fórmula 1 segue como um dos campeonatos mais lucrativos do mundo, com valores comparáveis à Liga de Futebol Americano ou ao Campeonato Inglês de Futebol. Porém, enquanto os grandes times da NFL trabalham com lucros na casa dos 200 milhões de dólares e os prejuízos são raros mesmo entre os pequenos, metade do grid da maior categoria do automobilismo luta pela sobrevivência.
O grande problema é a forma como o promotor, Bernie Ecclestone, costurou acordos unilaterais para manter a F-1 unida nos últimos anos. Os valores exatos não são divulgados, mas é possível fazer algumas estimativas que demonstram como os times mais tradicionais ficam com uma porcentagem bastante superior dos lucros.
Matemática complicada
Da quantia inicial de 1,8 bilhão de dólares, metade fica com a FOM, empresa gerida por Ecclestone, e metade com as equipes, sendo que 2,5% de cada um desses montantes é dado para a Ferrari (90mi). Outra parte dos vencimentos da FOM vai para pagamentos vinculados ao “valor histórico” das equipes: mais 21,2mi para a Ferrari (totalizando 112,2mi independente da posição do time no mundial de construtores), 34,6mi para a McLaren e 78,9mi para a Red Bull. Mercedes e Williams recebem 30mi cada nesta divisão.
Dos 50% que são divididos apenas pelas equipes, primeiramente metade é distribuída igualmente entre os 10 primeiros do campeonato, resultando em 42,7mi para cada. E o restante é referente à posição no campeonato de construtores, indo de cerca de 80 milhões para o campeão para menos de 20mi para o décimo colocado. No caso de haver uma 11ª equipe, como ocorria ano passado, ela fica de fora de todas as divisões, recebendo apenas 10mi em separado. Todos os valores estão em dólares.
Essa mescla entre premiação definida por acordos unilaterais sob a justificativa de “valor histórico” – especialmente difícil de sustentar no caso da Red Bull, que está na categoria há apenas 10 anos como equipe – e as diferenças com base na posição no campeonato gera discrepâncias grandes entre os valores recebidos pelas equipes. Enquanto os ganhos da Ferrari ultrapassam os 200 milhões de dólares, a pequena Marussia fica com cerca de 64 milhões. Pode parecer bastante dinheiro, porém estima-se que apenas a compra e a instalação dos motores durante a temporada custe pouco mais de 40 milhões.
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