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SÃO JOÃO

Conheça o profeta que é o dono da festa

Hoje, O Imparcial traz um pouco sobre quem foi esse profeta.

Foto: CNBB

Quando ainda estava no ventre de sua mãe Isabel, João, ao ouvir a saudação de Maria, já grávida, estremeceu de alegria. Cumpria-se a primeira parte de uma profecia, cujo nascimento é narrado no Evangelho de Lucas. Dele se anuncia que “ficará pleno do Espírito Santo ainda no seio de sua mãe e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus”.

Precursor de Jesus Cristo, seu primo, João Batista foi o responsável pela conversão de milhares de pessoas através do batismo. Dentro dos ritos religiosos São João tem uma reverência especial, pois é o único santo em que se celebra duas datas: a o seu nascimento (24 de junho) e a do seu martírio (29 de agosto).  Neste dia de São João, O Imparcial traz um pouco de quem foi São João Batista e a relação dele com as festas juninas, ou ainda joaninas, porque se referem a ele.

São João era o profeta que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. O último profeta do Antigo Testamento. Em sua representação, usa uma veste de pele de camelo e um cinto e está quase sempre junto a um cordeiro, imagem que evoca Jesus, o Cordeiro de Deus.

Filho de Zacarias e Isabel (prima de Maria), descendia de Aarão e nasceu em Jerusalém. Os escritos bíblicos dizem que aos 15 anos iniciou a sua missão no rio Jordão: pregar e batizar. Daí vem o nome “Batista”. Batizou o próprio Cristo nas águas desse rio, tornando-se, por isso, uma tradição no cristianismo

Morreu decapitado por capricho de Salomé, a filha de Herodíades, amante do rei de Israel. Mesmo após a morte, seu sepulcro foi profanado e queimado. Suas cinzas, segundo a tradição, estão na catedral de São Lorenço, em Gênova, para onde os cruzados as teriam levado em 1098.

Conta-se que Maria e Isabel, grávidas ao mesmo tempo, combinaram que a primeira a ter o bebê avisaria a outra acendendo uma fogueira que pudesse ser avistada à distância no deserto da Judéia, onde viviam. Santa Isabel foi a primeira a acender o fogo, quando nasceu João.

Tal associação às tradições juninas, dá-se talvez, por ter-se nas festas a sua imagem associada a uma criança meiga e alegre, que adora foguetes, barulho, danças e alegrias. “No Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 para 24 de junho foi trazida pelos jesuítas. Com o tempo foi associada a outras tradições populares, como o forrobodó africano (espécie de dança de arrasta-pé), que daria no forró, e a quadrilha caipira, que herdou elementos de bailes populares da Europa – palavras como “anarriê”, “alavantú” e “balancê”, por exemplo, são adaptações de termos de bailes populares da França. (FERNANDES, Cláudio. “Origem da festa junina”; Revista Brasil Escola).

Cinco perguntas para São João 

Uma mis­são?

Pre­pa­rai o ca­mi­nho do Se­nhor (Je­sus Cris­to), en­di­rei­tai su­as es­tra­das!’

Por­que ?

“E mais for­te do que eu.

Eu nem sou dig­no de, abai­xan­do-me, de­sa­tar-lhe a cor­reia de su­as san­dá­li­as. 

O se­nhor che­gou a ser con­fun­di­do com Je­sus Cris­to?

“Eu não sou o Cris­to… Eu sou a voz do que cla­ma no de­ser­to ”.

O que mu­dou com o ba­ti­za­do de Je­sus Cris­to?

Eu vos ba­ti­zei com água. Ele vos ba­ti­za­rá com o Es­pí­ri­to San­to. ”

O que São João Ba­tis­ta po­de di­zer ho­je aos fiéis e aos que não cre­em?

 “Quem ti­ver du­as tú­ni­cas re­par­ta com quem não tem, e quem ti­ver ali­men­tos fa­ça o mes­mo”  .

*Res­pos­tas com ba­se nas es­cri­tu­ras

Fes­te­jo de São João

Com o te­ma “Ele anun­ci­ou Je­sus, o Cor­dei­ro de Deus”, se­rá en­cer­ra­do ho­je, o fes­te­jo da Pa­ró­quia de São João Ba­tis­ta (rua da Paz), com Mis­sa So­le­ne  ce­le­bra­da pe­lo Re­ve­ren­dís­si­mo Ar­ce­bis­po Emé­ri­to e Ad­mi­nis­tra­dor Apos­tó­li­co da Ar­qui­di­o­ce­se de São Luís do Ma­ra­nhão, Dom Jo­sé Be­li­sá­rio às 16h, se­gui­da de car­re­a­ta pe­las ru­as do Cen­tro His­tó­ri­co. As mis­sas se­rão às 8h, 12h e 16h.

A car­re­a­ta e o tra­je­to

A car­re­a­ta sai­rá da Igre­ja de São João Ba­tis­ta, em di­re­ção à Rua de São João, Rua dos Afo­ga­dos, Rua Rio Bran­co, Rua das Hor­tas, Pra­ça De­o­do­ro, Rua Rio Bran­co, Rua do Ale­crim, Rua do Ri­bei­rão, Ave­ni­da Bei­ra-mar, Rua 7 de se­tem­bro, Rua do Sol, Pra­ça João Lis­boa, Ave­ni­da Ma­ga­lhães de Al­mei­da, Rua de San­ta­na, Rua do Nor­te, San­ta Ca­sa, So­cor­rão I, Rua do Pas­seio, Pra­ça da Sau­da­de, Ave­ni­da Ri­ba­mar Pi­nhei­ro, Rua de São Pan­ta­leão, Igre­ja de São Pan­ta­leão, Rua da Paz, Igre­ja de São João Ba­tis­ta.

Sem atrações

Pa­ra es­te ano, a Pa­ró­quia de São João Ba­tis­ta por con­ta da pan­de­mia do Co­vid-19, que as­so­la o mun­do des­de o ano pas­sa­do, não vai po­der con­tar com as di­ver­sas apre­sen­ta­ções de bum­ba meu boi, dan­ça por­tu­gue­sa e qua­dri­lhas no Lar­go, mas, es­tá an­ga­ri­an­do fun­dos pa­ra aju­dar a Igre­ja, que por con­ta da pan­de­mia pas­sa por di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras, por meio de do­a­ções na con­ta da Pa­ró­quia e na ven­da de ca­mi­sas.

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