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Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia

A arte como luta contra a LGBTfobia

No Brasil, o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia foi incluído no calendário oficial em 2010, pelo Decreto Federal de 4 de junho daquele ano

Reprodução

Durante o dia 17 de maio é celebrado  o Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia. Esta data foi escolhida em 1990, quando a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o termo homossexualismo também passou a ser desconsiderado.

LGBTfobia é o termo que é usado para descrever o sentimento de ódio ou repulsa por pessoas que sejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres transexuais e homens trans. A atitude se revela de diversas formas, podendo ser físico, psicológico ou verbal, e que deve ser combatida, para que se forme uma sociedade baseada na tolerância e no respeito ao próximo, independentemente da sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. O  objetivo da data também é estimular a conscientização sobre a importância da criminalização da LGBTfobia.

No Brasil, o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia foi incluído no calendário oficial em 2010, pelo Decreto Federal de 4 de junho daquele ano. 

O ator maranhense e digital influencer Juan Serra, de 24 anos, tenta usar da arte e sua voz a fim de informar sobre a LGBTfobia. O ator que sempre foi seguro de quem era, conviveu desde criança com os comentários de alguns familiares sobre sua orientação sexual, entretanto, sempre teve o acolhimento de sua mãe e sua irmã, que o apoiaram desde desde o primeiro momento.

“Eu sempre fui muito seguro da minha sexualidade, sempre fui muito decidido a cerca de quem eu sou. Nuca senti a necessidade de colocar minha família em um sofá e falar como eu era, ou com quem me relacionava, desde que me entendi, nunca me senti diferente, eu não gosto muito dessa nomenclatura “assumir”, acho que se assume algo de errado, e eu não fiz e nem faço algo de errado. Para minha mãe e irmã foi de boa, a única coisa que pesou foi o medo da violência e o do mundo, mas acho que quando somos amados em casa e quando sabemos quem somos, as coisas ficam menos complicadas. Eu presenciei presenciei muito o preconceito na infância, pela minha família parte de pai, que muita das vezes me apontavam, sendo que eu era apenas uma criança e não sabia, nem entendia o que eu era ou me tornaria, mas que hoje eu agradeço muito , pois graças ao olhar deles (maldoso por sinal), eu pude parar e olhar para mim. “, afirma o ator.

De acordo com os Dados da Transgeder Europe, uma ONG austríaca, mostra que o Brasil é o país que mais assassina LGBTs em todo o mundo. Entre 1º de janeiro a 30 de setembro de 2018, 271 transgêneros foram mortos em 72 países. Desses, 125 foram apenas no Brasil. Três dessas vítimas morreram em decorrência de tortura, enquanto quatro foram decapitadas ou tiveram seus corpos esquartejados. Ainda segundo o relatório, idade média de vida dos LGBTs é de 39 a 49 anos, por conta de todo tipo de violência que pode sofrer.

O redescobrimento através da arte

Desde muito pequeno Juan Serra, sempre fez teatro e tentava usufruir desta arte como um artificio para se redescobri e mostrar que realmente era. Por ser algo muito lúdico, o teatro lhe ajudou em aprender sobre empatia, amor e sobre aceitação. Além disso, ele viu também no teatro como uma forma de desprender de preconceitos que ainda se encontravam enraizados.

“Sempre fiz teatro, mas não via o teatro como minha profissão, digo que o teatro me fez renascer, o teatro e a arte me fizeram desprender de diversos preconceitos que tinha comigo. Me fazendo perceber e entender muito o mundo que me insiro, devolvendo à vontade de viver e me ajudou a me amar como eu sou“, disse Juan Serra.

Em suas redes sociais, Juan tenta levar a informação sobre as reais situações que as pessoas LGBTs passam, mostrando que o preconceito esta presente na vida dessas pessoas. Pois apesar do passar dos anos, a violência ainda persiste tanto nos lares e também nas ruas. No seu Instagram, além de mostrar coisas sobre sua rotina e entretenimento, ele usa sua voz tenta ajudar e dar apoio aos LGBTs.

A arte é a forma mais perfeita de levar esse tipo de informação, a arte tem em sua raiz : educar. Então nada melhor que levar informação com sutileza, amor, respeito e mostrar a nossa realidade, que somos cidadãos normais, temos famílias, pagamos contas, ficamos tristes e nada melhor que usar a arte para dar essa informação ao nosso favor, pois nos dias de hoje é inadmissível alguém dizer que não tem informações a cerca da realidade de vida de pessoas lgbts, as informações estão aí em novelas, filmes, séries. Cabe as pessoas em geral, aprender, absorver e levar como forma de respeito ao seu próximo“, afirma o digital influencer.

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