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MARANHÃO

Cultura: Conheça a história do Palácio dos Leões

Localizado na extremidade direita da avenida Pedro II, portentoso, o Palácio dos Leões, abriga a sede do Executivo estadual

Reprodução

Imponente e majestoso, implantado no alto de uma colina, contempla o encontro dos rios Bacanga e Anil, de frente para a baia de São Marcos. Localizado na extremidade direita da avenida Pedro II, portentoso, o Palácio dos Leões, abriga a sede do Executivo estadual, tendo ao seu lado a Palácio La Ravardiére, sede do governo municipal. A sua frente, a Capitania dos Postos, sede da representação da Marinha de Guerra do Brasil e o Palácio Clovis Bevilácqua, sede do Poder Judiciário. De frente para a praça, a Catedral Metropolitana e o Palácio Episcopal, sede da Igreja Católica, no estado. Pela beleza que ostenta, o Palácio dos Leões é motivo de orgulho para os maranhenses. Nas suas salas, galerias e sótãos, aquele prédio guarda muitas histórias e lendas que povoam o imaginário popular.

Maior símbolo da cultura

A história do Palácio dos Leões, situado no Centro Histórico da cidade, começa no início do Século XVII e é um dos maiores símbolos da cultura maranhense. Desde a sua construção em 1626 e após sucessivas adjunções e modificações, o prédio foi descaracterizado e deteriorado ao longo dos anos, o que determinou a interdição da sua ala. Após o projeto de recuperação e restauração concluído em 2003, o prédio passou a ter as atuais características. Antes de São Luís ser uma cidade, ali foi um forte, que deu início ao povoamento. Ao seu redor nasceu uma vila. Tratava-se de um uma edificação de estrutura primitiva para garantir o estabelecimento da Franca Equinocial, que foi iniciada em 1612, pela expedição colonizadora de Daniel de La Touche, com a proteção da rainha regente da França Maria de Médice. César Marques, no Dicionário Histórico-Geográfico do Maranhão, descreve que a fortaleza , então denominada For Saint-Louis, em homenagem ao rei Luís IX, de França, era feita de faxina e sua artilharia composta por vinte canhões montados pelos franceses com a ajuda dos indígenas, conforme descrito pelo frade capuchinho francês Claude d’Abbeville, no livro História dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão.

Com a expulsão dos franceses, o forte recebeu o nome de Forte de São Felipe, em 1615, em homenagem a Felipe III, monarca reinante em Portugal. Dentro do recinto do forte, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque deu início à construção da residência dos governadores, erguida em taipa por mão-de-obra indígena. O novo edifício, assim como a povoação foi projetado pelo engenheiro militar Francisco Frias de Mesquita.

Primeira reconstrução

Em 1624, o novo governador geral do Maranhão, Francisco Coelho de Carvalho, determinou a reconstrução do forte de São Felipe, em pedra e cal, assim como a reconstrução da residência dos governadores. A primitiva construção servia de moradia e para despachos administrativos, até 1762.

Em 1766, por determinação do governador Joaquim de Melo e Póvoas, o velho Palácio do Governo foi demolido, dando lugar a um novo edifício em pedra e cal, para melhor acomodar as famílias dos capitães-generais que lhe sucedessem. O novo palácio era sóbrio, com beirais salientes e telhado baixo. A entrada era pelo lado do edifício. Somente na reforma empreendida em 1857 é que foi deslocada para o centro da fachada principal.

Do Império à República

Durante todo o período do Império, o Palácio do Governo passou por muitas reformas. Dos melhoramentos, os mais significativos foram a iluminação a gás e o lajeamento do passeio da testada do edifício em pedra da cantaria portuguesa em 1863 e a aquisição de móveis e outros objetos em 1872.

No período da República, o antigo Palácio passou por sua primeira grande reforma em 1896, durante a administração de Manoel Inácio Belfort Vieira. A segunda reforma aconteceu em 1906, por Benedito Leite, responsável pela extensa ala nos fundos do Palácio, destinada à residêncoa do governador e aquisição de algumas mobílias e objetos de adorno, que mandou vir da Europa.

Em 1911, Luís Domingues assumiu o governo do Estado e encontrou o Palácio com pouca mobília, muitas salas necessitando de reparos, a fachada ainda no estilo colonial, apesar das alterações. Somente com a reforma executada no Governo de Magalhães de Almeida, em 1926, o palácio conquistou a imponência que hoje ostenta. Em 1990, os arquitetos Janete Costa e Gil Borsoi iniciaram um projeto de reforma visando melhorias significativas no Palácio do Governo maranhense visando “ manter a sua austeridade e devolver toda monumentalidade e emoção próprias deste tipo de edificações”. As modificações lntroduzidas pelos arquitetos, visaram atender as necessidades de uma morada contemporânea e de escritórios administrativos oficiais também condizentes com a atualidade.

Em 1996, os estudos efetivados por Gil Borsoi retificaram problemas que iam desde a proliferação de cupins e vazamentos, até outros mais complicados como a descaracterização da arquitetura original do palácio pelas contínuas reformas e adaptações mal planejadas.

A mudança de denominação

Na fachada do palácio havia um brasão apresentando dois leões pintados em azulejos. Estes símbolos foram usados, posteriormente, de forma irônica, pelos jornalistas que faziam o jornal O Combate, dirigido por Neiva Moreira, que fazia oposição ao governo de Magalhães de Almeida, com artigos comparando o governador e seus auxiliares, com os leões. Esta denominação foi adotada pela população e pelos sucessivos governantes que adotaram a denominação Palácio dos Leões. Hoje à frente do palácio existem duas estátuas de leões.

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