ENTREVISTA

Beto Ehongue a “2 graus abaixo da linha do Equador”

Cantor mostra toda a sua versatilidade musical e o seu caldeirão de ritmos na festa que acontece neste domingo (11) no Espaço Maresia no Centro Histórico de São Luís.

Reprodução

O caldeirão musical do cantor e compositor Beto Ehongue está de volta a cena alternativa da ilha e poderá ser apreciado neste domingo (3) a partir das  16h com a festa 2Graus da Linha do Equador com a participação do Dj Ti Call, no Espaço Cultural Maresia, Rua do Trapiche – Praia Grande. O couvert custa R$ 5.

Na balada dominical em pleno Centro Histórico de São Luís Beto Ehongue comandará a Awá Sound Systemcom seu repertório que tem como base a combinação de ritmos análogos de reggae, basslines Caribbean-dub, guitarras de inspiração rock e sons tradicionais recolhidos dos terreiros afro-religiosos, dos barracões de festa negra e do rádio, colados a letras conscientes de bate-papo rápido e reflexivo junto a influências que vão do rap ao bumba boi.

Nesta entrevista concedida a O Imparcial Beto Ehongue fala sobre seus diversos projetos musicais diversos e outros assuntos relacionados à sua carreira. Confira a entrevista na íntegra.

O Imparcial – Por que 2 graus abaixo da linha do Equador?

Beto Ehongue – A proximidade da ilha de São Luís da linha do Equador, mais precisamente a 2 graus, nos afeta no bom sentido de diversas formas, o clima quente proporciona pouca roupa, ritmos quentes e uma cultura influenciada por essa temperatura alta, aí entram as variadas manifestações musicais que diversificam os modos e jeitos dos povos dessa região, por ocasião escolhemos o reggae para expressar esse sentimento. Então pensamos um nome que representasse essa ideia e a localização geográfica da Ilha do Amor, ou quem preferir Jamaica brasileira caiu perfeita, porque além de ser um nome diferente para uma festa simboliza o nosso estado de espírito. Por isso 2Graus da Linha do Equador, já diziam, não existe pecado do lado de baixo dessa linha.

Fale um pouco sobre suas últimas produções musicais?

A todo vapor, fazendo vários trabalhos, posso destacar aqui o Awá Sound System, projeto que tenho  junto ao DJ/produtor Ti Call, além do guitarrista Carlo X e o percussionista Kadu Galvão. Estamos em fase de estúdio, breve tem trabalho na rua, é um projeto bem legal que estou me amarrando fazer, junta música eletrônica com orgânica e tem um texto contestador e o som é pra lá de dançante. Outro momento relevante é a produção do meu trabalho solo, que leva o nome de Preto Velho Samba Elétrico,  na produção deste está a Raja Home Studio e vai contar com 7 faixas autorais, uma inclusive ja está disponível em formato video clipe na internet, é a Bomba Relógio, e está com um nível de visualização bem relevante, na última vez que vi estava com mais de 5.500 visualizações e subindo, para meus padrões isso é bem alto. O clipe foi produzido pela Daguerre Conteúdos,

Recentemente você protagonizou dois filmes. Como foi essa experiência?

Participei como ator em dois filmes a pouco tempo, um foi lançado ano passado pelo diretor Francisco Colombo, o Avesso, que conta a história de um assassino de aluguel que após realização de uma encomenda tem que lidar com um encontro inesperado, e esse encontro leva o filme a discutir a banalizarão da violência, a hipocrisia com um desfecho inesperado. nesse filme também assino a trilha sonora, que inclusive foi premiada como melhor maranhense no ano de lançamento pelo Guarnicê de Cinema e Video. Outra grata surpresa foi o filme O homem que ri da diretora franco/brasileira Rose Panet, lançado agora em 2019, um filme surreal onde contraceno com Murilo Santos e aborda a atmosfera autoritária e obscura que vivemos na política atual. O filme vem recebendo uma crítica maravilhosa, vale muito conferir.

Como surgiu o convite e como tem sido a repercussão? 

O primeiro foi loucura mesmo do diretor Francisco Colombo. Eu já vinha fazendo algumas trilhas sonoras pra filmes dele e dessa vez ele disse que eu participaria como ator, no começo achei que era brincadeira mas depois rolou de fato e foi superbacana, adorei fazer e conhecer mais desse universo. Deve ter funcionado porque foi a partir desse primeiro filme que recebi o convite de Rose para fazer O homem que ri. A repercussão de ambos está sendo superpositiva e pra mim além de um grande prazer e aprendizado me abriu outras portas.

Próximos projetos na área cultural?

Além do Awá Sound System e do trabalho solo Preto Velho Samba Elétrico já citado estou envolvido em outros diversos trabalhos, to produzindo trilha sonora para o premiado texto Quitéria & Inês de Julia Emília que além de livro virou peça teatro-dança, além de outras atividades como produção de festa, e começamos a conversa com um, 2Graus da Linha do Equador que acontece no domingo no centro histórico de São Luís, em uma das aéreas mais bonitas da cidade e um por do sol maravilhoso.

SERVIÇO

O quê? 2Graus da Linha do Equador com Dj Ti Call e Beto Ehongue no comando da Awá Sound System

Quando? Domingo (11), às 16h

Onde? Espaço Cultural Maresia na Rua do Trapiche – Praia Grande

Quanto? Couvert R$ 5

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