TRADIÇÃO

14 anos homenageando o miolo de boi

Encontro está acontecendo na Praia Grande e reúne dançarinos que dão vida e movimento ao boi, personagem central das manifestações folclóricas do período junino

Reprodução

Há 14 anos é assim. A pessoa que está por trás dos movimentos dos bois, quando estes se apresentam, ganham homenagens, podem ser vistos e conhecidos. Afinal, conforme o jargão do evento Encontro de Miolos de Boi, “sem miolo o boi não dança”.

O boi é o personagem central da manifestação folclórica mais importante da cultura popular maranhense. Feito de madeira e bordado com tecido, fitilhos, canutilhos, miçangas e outros adereços, ele ganha vida e movimento com a ajuda de um dançarino, chamado de “miolo”.

Durante todo o dia de hoje, 12, o Encontro acontece no Canto da Cultura, na Praia Grande, com música, apresentações e exposição de bordados do couro de boi. O evento reunirá pelo menos 100 miolos de boi. Haverá também a participação da banda do 24º BIL do Exército Brasileiro, da Polícia Militar, da Banda do Bom Menino e ainda a apresentação do Boi Brilho do Sesc. O ponto alto do evento é às 17h quando os miolos desfilam pelas ruas do Centro Histórico em direção à Praça Pedro II.

Miolo do Boi União da Baixada do Monte Castelo

“Sem miolo o boi não dança. Há 14 anos fazemos essa homenagem aos miolos, esse personagem anônimo, que ninguém vê a cara. Mais de uma década tirando o miolo do anonimato. Nesse dia eles são os protagonistas, eles mostram a cara. Além de ser um encontro de todos eles coroando o fim da temporada junina”, comenta o idealizador e produtor cultural Zé Reis.

Nesses 14 anos já foram homenageados os brincantes Ribinha, Zequinha, Tapó,
Bida, Pepé, Ricardo Imperatriz, dentre outros. Este ano, será homenageado o miolo Antônio Medeiros, brincante do Boi da Madre Deus há mais de 40 anos.
Será a oportunidade do público apreciar vários bois ao mesmo tempo percebendo a singularidade, característica, beleza e o toque mágico das bordadeiras impresso em cada pequeno detalhe do couro de boi.

O Encontro

O projeto inicialmente era realizado no Maiobão e a partir do terceiro ano se mudou para Praia Grande. Antes o trajeto do cortejo cultural era da Deodoro para a Praia Grande, agora é da Praia Grande para a Praça Pedro II. Zé Reis conta que o projeto se deu quando ele ainda era coordenador dos Vivas, pela Secretaria de Estado da Cultura. “Na época eu vivi essa cultura mais de perto e observei a importância que tem esse personagem dentro do boi, mas que não é visto.”

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