MÚSICA

Bruno Batista lança Fire Babylon

Com a assinatura do cineasta maranhense Arturo Saboia, que já realizou outros trabalhos com o cantor, já está disponível nas principais plataformas digitais e está circulando pelas redes sociais.

Reprodução

O cantor Bruno Batista lançou esta semana o webclipe da música Fire Babylon, onde o cantor faz uma parceria com a dupla Alê Muniz e Luciana Simões, que contou com a participação  de Cris Quaresma, Tássia Dur, Gica Pacheco, Antônio Garcia, Henrique Pacheco, Nádia Biondo, Roman Lechapelier, Manoel Vieira, Al Danúzio e Luna Gandra. Com a assinatura do cineasta maranhense Arturo Saboia, que já realizou outros trabalhos com o cantor, já está disponível nas principais plataformas digitais e está circulando pelas redes sociais. Em entrevista a O Imparcial, Bruno Batista revelou detalhes sobre o novo trabalho, além de contar que está finalizando o projeto dos webclipes/EP e a turnê do Bagaça, e que está em processo de composição do próximo álbum. Confira a entrevista do cantor na íntegra.

Como surgiu a concepção do clipe de Fire Babylon? 

A concepção partiu de um certo incômodo com expressão “cidadão de bem”, que se notabilizou nas últimas eleições. De repente, era como se houvesse na sociedade apenas dois tipos de pessoas: os do bem e os outros do mal, o que, evidentemente, é uma falácia. Todos nós convivemos com nossos demônios e virtudes e o mesmo cara que leva o filho ao parque também é capaz de atos terríveis. Convidei o Arturo Saboia, meu parceiro há anos, pra desenvolver o roteiro e o clipe também acabou apontando pra esse lado fetichista e farsesco da nossa vida contemporânea.

A música é uma parceria sua com Alê Muniz e Luciana Simões.  Conte como foi o start para realizar essa parceria musical? 

Nós somos parceiros há bastante tempo, gravei Pra ver se ela gosta e eles lançaram um clipe de Latino-americano, ambas parceiras nossas. Fire Babylon era pra ter entrado no último disco do Criolina, mas  ficou de fora. Um dia liguei pra Alê e propus: “velho, tô com uma ideia de fazer um clipe com aquela música, que vocês acham?”. Eles toparam, aproveitamos bastante do que já havia sido gravado e começamos a correria da filmagem. A ideia inicial era bem diferente mas, por questões logísticas e de orçamento, tivemos que modificar. Eles, como sempre, foram supergenerosos e solícitos, só posso agradecê-los e dizer que é uma honra danada tê-los como convidados desse projeto, sou superfã.


Gostaria de saber se a faixa faz parte do projeto que prevê o lançamento de cinco webclipes com diversos convidados especiais como Celso Viáfora, Fabiana Cozza, Lívia Mattos, Rita Benneditto?

Em princípio, ela é um clipe tal qual Caixa Preta, lançado em 2017. Mas, como tem convidados especiais e é uma canção inédita, vou incluir a faixa no EP, sim.

Qual foi o maior desafio deste novo projeto?

Acredito que o maior desafio também tenha sido o maior prazer: estabelecer novas parcerias e caminhos. Sou, por natureza, um compositor solitário o que, de certa forma, acaba facilitando as coisas porque sempre tomei as decisões sobre o resultado final do meu trabalho. Nesse projeto, com tantos parceiros, intérpretes e produtores diferentes, precisei aprender a compartilhar o processo o que, no começo, causou estranheza mas agora tô adorando.

O webclipe contou com o apoio de Cris Quaresma, Tássia Dur, Gica Pacheco, Antonio Garcia, Henrique Pacheco, Nadia Biondo, Roman Lechapelier, Manoel Vieira, Al Danuzio e Luna Gandra e Arturo Saboia. Fale sobre essas parcerias também…

Essa turma, juntamente com tantos outros profissionais incríveis, tá sendo responsável por um novo momento do cinema do Maranhão. Hoje em dia temos videoclipes, curtas, longas metragens e filmes publicitários premiados em diversos festivais. Recentemente estive na exibição em São Paulo do Aquarela, da Luna Gandra e Al Danuzio e foi uma emoção enorme. Também está pra sair o novo longa do Arturo, O Farol, que foi exibido no Festival de Cannes e tinha grande parte dessa equipe técnica. Tenho muito orgulho de acompanhar de perto esse processo e a evolução técnica e criativa do nosso audiovisual.

Como está a sua carreira atualmente?

Estou finalizando o projeto dos webclipes/EP e a turnê do Bagaça. Passamos por mais de 10 capitais e agora já estou iniciando o processo de composição do próximo álbum que deve ser bem mais pessoal e reflexivo, na contramão dos meus últimos dois trabalhos. Pretendo dedicar o segundo semestre inteiramente à isso.

Com quem você está  estabelecendo novas parcerias nacionalmente?

Pela natureza deste projeto acabei criando pontes que muita gente. Os últimos foram César Lacerda (compositor mineiro, dos melhores da minha geração) e o Tó Brandileone (5 a seco). E ainda tem mais gente pra chegar.

O último disco foi Bagaça. Como você avalia a receptividade deste trabalho?

Fiquei muito feliz com a receptividade. Graças à TVN e à Lei de Incentivo à Cultura do Estado consegui levar o show pra todas as regiões do país e, em cada cidade, o público foi incrível, um acolhimento surpreendente. A crítica especializada também recebeu bem o disco, foi um ciclo muito especial. Faremos o último show em maio e Belo Horizonte e que venha o próximo álbum.

Quando sai o seu próximo EP? E se já tem data de lançamento na ilha?

O EP deve sair em junho, mas ainda não sabemos se haverá lançamento oficial. Se houver, claro, será na ilha.

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