CARNAVAL 2019

A história de Pai Airton em forma de samba

A trajetória do babalorixá Airton Gouveia, responsável por uma das casas de culto de matriz africana na Liberdade, será contada pela escola de Samba Unidos de Fátima

Reprodução

A Escola de Samba Unidos de Fátima está com os preparativos para o carnaval 2019 a todo vapor. A agremiação carnavalesca do Bairro de Fátima levará para avenida o enredo O menino rei e a saga de um guerreiro de Ogum – Pai Airton da Liberdade, que vai contar na passarela do samba do Anel Viário a história de vida de Airton Gouveia, um dos mais tradicionais pais de santo de São Luís.

Segundo o presidente e puxador oficial da Unidos de Fátima, Ribão do Olodum, a escola, que em 2019 comemora seus 63 anos de existência, vem com toda força para disputar o título de campeã do carnaval maranhense. Para isso, vai levar para o seu desfile, que acontece na segunda-feira de carnaval, dia 4 de março, às 22h,  cerca de 2.000 componentes, quatro carros alegóricos, 14 alas, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, 60 baianas, bateria com 120 ritmistas e na harmonia, dois violões, dois cavacos e oito puxadores, entre eles, Miguelzinho, Antônio de Paula, Magno Pantera, Nestor, Nilde e Chiquinho.  “Seremos a primeira escola a desfilar na passarela do samba. Estamos muito confiante porque estamos vivendo um novo momento na Unidos de Fátima, apostando em novo modo de gerir a escola. Além do grande enredo que vamos apresentar ao público, a grande novidade deste é a nossa Rainha de Bateria, Regina Explosão, que veio diretamente do Rio de Janeiro para o carnaval do Maranhão. Fizemos o convite e ela, que é a musa da Escola de Samba da União do Governador, aceitou. Esta foi a forma que encontramos de iniciar este intercâmbio entre o carnaval maranhense e o carnaval carioca”, disse Ribão do Olidum.

Em entrevista a O Imparcial, Ribão do Olodum revelou que a Unidos de Fátima escolheu Pai Airton da Liberdade como enredo por conta de sua importância e referência como representante de um dos maiores terreiros de religiosidade maranhense de matriz africana, o Ilê Axé Ogum Sogbô. “Nós da diretoria até cogitamos em fazer o enredo que falasse dos 100 anos do bairro da Liberdade, que é o primeiro quilombo urbano de São Luís. Aí uma agremiação se apossou da ideia de nosso enredo, e, para felicidade nossa e para não sairmos do tema que havíamos escolhido, convidamos Pai Airton para ser homenageado e ele aceitou de bom grado. Falar de Pai Airton é falar também da história da Liberdade”, contou o presidente da Unidos de Fátima.

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