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Com inflação em 12,3%, Guedes diz que Brasil já saiu do “inferno”

Ministro da Economia afirmou que o país já passou pelo momento mais crítico da alta de preços e culpou o IPI por “desindustrializar” o país.

Paulo Guedes acha que pior momento da inflação no Brasil acabou. (Foto: Reuters)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, nesta quinta-feira (19), que o problema da hiperinflação no Brasil é causado por um acúmulo de questões políticas que impossibilitaram reformas no país, somado aos efeitos da pandemia e da guerra entre Ucrânia e Rússia.

Guedes comentou a conjuntura nacional durante debate promovido pela TC Academy. 

“Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço”, declarou Guedes no evento.

Puxado principalmente pela alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, atingiu 12,13% nos últimos 12 meses até abril, maior inflação para o período de 1 ano desde outubro de 2003.

Desindustrialização

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em abril registrou alta de 1,06%, a maior para o mês desde 1996. Além disso, os analistas do mercado financeiro preveem a inflação em 7,89% ao final deste ano.

A meta anual definida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e até 5%.

Entre outros motivos, o ministro destacou que a falta das reformas influencia na alta de preços. “Como não fizemos isso [reformas], fomos para uma hiperinflação. Queríamos fazer a reforma da Previdência, mas chegou a covid-19 e nós voltamos aos programas sociais”, completou.

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