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5 dicas de como ganhar uma renda extra durante a quarentena

O isolamento social, dividiu o país: de um lado, há os que enfrentam o tédio; do outro, os que tentam superar o medo de não conseguir pagar as contas.

Divulgação

De acordo com dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o cenário nacional de emprego e desemprego, o Brasil terminou o primeiro trimestre do ano (início da pandemia do coronavírus) com 1,218 milhão de pessoas a mais na fila do desemprego.

Desses novos desempregados, 800 mil estavam atuando no mercado informal, ou seja, sem carteira assinada. Diante desse cenário repleto de perdas e preocupações, é preciso paciência e muita criatividade para driblar essa e qualquer outra crise.

Se você está entre aqueles que tiveram perdas salariais e agora precisam de uma grana extra, veja esta lista com 5 dicas compartilhadas por gente que não cruzou os braços e, respeitando as regras do momento, conseguiu se reinventar. Inspire-se!

Preparo de comida e entrega em casa

Regina Oliveira: empresária mete a mão na massa para atender à demanda por refeições entregues em casa.

Com a necessidade de ficar em casa e o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, as pessoas têm recorrido bastante à compra de alimentos sem ter que se deslocar. Por isso, apostar na produção de refeições e lanches pode ser um bom caminho. É possível lucrar vendendo marmitas, bolos, tortas, doces e muito mais. Nesse caso, é fundamental focar em produtos que se tenha mais habilidade e facilidade para produzir, além das alternativas para disponibilizá-los aos clientes.

“Na área de alimentação, é interessante que a pessoa analise que tipo de produto ela sabe fazer: salgados, doces, bolos ou refeição mesmo. E também é importante pensar na logística para entrega das encomendas. Existem duas opções muito boas nesse sentido. Uma é utilizar o próprio veículo para realizar o deslocamento às residências dos clientes. Outra é aderir a serviços de delivery, mas essa opção sai um pouco mais cara, porque taxas são cobradas”, pontuou Keila Pontes, gerente de soluções empresariais do Sebrae-MA.

Regina Oliveira atua há mais de 20 anos no ramo de alimentação, fornecendo refeições para diversas empresas diariamente. Como os empreendimentos suspenderam as atividades, ela viu a necessidade de inovar durante esse período. Então, começou a oferecer os produtos por meio de delivery. Para divulgar o cardápio, usa a rede de contatos que possui e também criou um perfil profissional no Instagram, que é atualizado diariamente. Deu certo! “Eu fiquei por algum tempo estudando uma maneira de continuar tendo alguma renda, porque eu tenho funcionários e outros compromissos para honrar. Temos um cardápio variado e acompanhamos de perto a satisfação do nosso cliente, sempre ouvindo sugestões para aumentar as opções de pratos”, dividiu a empresária.

De acordo com o Sebrae-MA, no segmento alimentação, os campeões no comércio delivery são: lanches (sanduíches, pizzas, massas, etc), almoço e kits de festas pequenas, com salgadinhos, bolos, pães e docinhos.

Entregador de delivery

Motorista de aplicativo Tiago Duarte está faturando com entregas mais do que antes da quarentena.

Se a demanda por delivery aumenta, a necessidade de encontrar quem faça as entregas segue o mesmo ritmo. Em decorrência do aumento de pedidos para receber produtos em casa, uma boa alternativa para ganhar um “dinheirinho” a mais é disponibilizar o veículo para aplicativos de delivery e até oferecer o serviço a empresários que estão apostando nessa modalidade de comércio, mas não têm ainda uma forma própria para entregar as encomendas.

Tiago Duarte já trabalhou em escritório, mas há algum tempo vem atuando de maneira autônoma. Antes da quarentena, ele já fazia entregas no próprio carro para um aplicativo de delivery. Após as medidas de isolamento social, a demanda cresceu e o lucro também melhorou. “Durante a quarentena, as vendas aumentaram bastante, pela impossibilidade de as pessoas saírem muito de casa. Trabalhando todos os dias, dá pra tirar uma renda extra muito boa, mesmo tendo uma grande oferta de motoristas. Algumas estratégias são importantes, eu criei uma página na rede social e também elaborei um anúncio em um site de divulgação de produtos e serviços. Isso me deu um retorno muito bom”, revelou o motorista.

Tiago destaca outra estratégia interessante para quem quer trabalhar com entrega de produtos: procurar pequenos empresários, do ramo alimentício, por exemplo, e buscar um acordo para a prestação do serviço. Nesse caso, é importante levar em consideração alguns gastos, como o consumo de combustível, para se estabelecer uma taxa justa para o cliente. Existem muitos riscos ao estar nas ruas atualmente. Então, é importante tomar todos os cuidados de higiene e voltar para casa o mais rápido possível.

Dar aulas virtuais

Jornalista maranhense oferece cursos de comunicação online e está aprimorando os conhecimentos também.

Com mais tempo livre, muita gente tem seguido o caminho de se ocupar com qualificação, por meio de cursos online. Se você domina alguma área do conhecimento, pode aproveitar o período de isolamento para dar aulas virtuais, que podem ser gravadas e disponibilizadas em redes sociais ou ferramentas de interação. Há, ainda, a possibilidade de realizar conferências online por vários aplicativos.

Essa é a aposta da jornalista maranhense Camila Aranha, que atualmente mora em São Paulo (SP). Ela já tinha o propósito de oferecer cursos online na área da comunicação social, mas com a crise do novo conoravírus, os planos foram acelerados. Em 60 dias, já foram ministrados seis cursos, com média de 30 alunos cada. 

 “Quando chegou a quarentena, eu senti a necessidade de adequar o formato do curso que era presencial para o digital. E me surpreendi, porque encontrei muitas ferramentas, e o curso ganhou uma proporção muito maior. No cenário virtual, a organização dos eventos fica muito mais fácil e a gente consegue trabalhar preços mais acessíveis, porque não tem uma série de custos. As vendas melhoraram durante o período”, ressaltou Camila.

Mercado de festas online

Daniella Karine tem habilidades manuais e está lucrando com papelaria personalizada para pequenas festinhas em família.

Mesmo não tendo acesso físico a muitos parentes, as pessoas reinventaram as datas festivas, sem deixar de comemorá-las. Os encontros são virtuais e muita gente tem buscado a compra de artigos de festas por meio das redes sociais, com a praticidade de receber em casa. Uma boa estratégia é focar a produção em datas comemorativas tradicionais. Então, se você tem habilidade para produzir artigos de decoração, artesanato para presentear e confeitaria, a quarentena pode representar uma boa alternativa para melhorar os rendimentos.

É o que tem feito a autônoma Daniella Karine, que sempre gostou de trabalhar com produtos de papelaria, mas produzia esporadicamente. No carnaval, teve um retorno bom com a venda de tiaras e plaquinhas divertidas para fantasias. Durante a quarentena, ela decidiu confeccionar produtos personalizados, como caixas, topos de bolo, decoração de mesa e adesivos. Está comemorando a alta demanda recebida no Dia das Mães e produzindo agora com foco no Dia dos Namorados (12 de junho).

“Nesse período de isolamento, eu passei a me dedicar exclusivamente a esse trabalho, até porque as vendas aumentaram bastante. No Dia das Mães, não pude pegar mais encomendas, porque ainda trabalho sozinha. Eu acho que, como as pessoas estão em casa, elas estão valorizando mais esses momentos, tendo mais tempo para comemorar”, enfatizou Daniella.

Pâmela Peixoto faz doces e bolos. Mercado de pocket party (festinhas menores) aqueceu com a quarentena.

Na área de confeitaria, Pâmela Peixoto também está comemorando o aumento dos pedidos na quarentena. Ela trabalha há cerca de um ano com a produção de doces e bolos. Antes do período de isolamento, saía para oferecer os produtos em diversos pontos da cidade. Agora, mesmo sem poder sair de casa para fazer esse trabalho, a procura de clientes está satisfatória. Para divulgar o trabalho, ela aposta na rede de contatos que tem e criou uma página na rede social para dar visibilidade aos produtos.

“Atualmente, eu consigo viver somente da produção de doces e bolos, é a minha única fonte de renda. A demanda cresceu tanto que eu tive que contratar uma pessoa só pra fazer as entregas, foi quando comecei o serviço de delivery. Além disso, meu namorado me ajuda no atendimento ao público”, destacou a empreendedora, que vê como caminho para o sucesso a dedicação, a qualidade e a busca pelo conhecimento, para aperfeiçoar o trabalho e levar sempre o melhor para os clientes.

Vendas ou locação online

Gerviz Castro vende quase tudo na internet.

Além do ramo de alimentação, outros setores também estão utilizando bastante a opção de vendas online. De acordo com o Sebrae-MA, outros produtos são muito procurados nos ambientes virtuais: roupas e acessórios (moda social e moda íntima), produtos de beleza e higiene pessoal, bijuterias, além de vídeos e livros sobre saúde e bem estar.

Gerviz Castro vem utilizando diversas estratégias para impulsionar as vendas online. Ela trabalha como vendedora desde 2015, no ramo de ótica, beleza, saúde e imóveis. O comércio online sempre foi um caminho para obtenção de uma renda extra, porém nesse período de quarentena os ganhos com essa atividade têm se igualado à renda fixa mensal. O destaque tem sido a venda de óculos.

“Tivemos que nos adaptar, fazendo um atendimento a domicílio, com todas as medidas preventivas. Tem sido um grande sucesso, porque as pessoas não precisam sair de casa e não pagam a mais por isso. Acredito que as vendas aumentaram porque as pessoas estão com mais tempo para se cuidar”, enfatizou Gerviz.

Para quem está começando,a dica é sempre prezar pela qualidade das imagens publicadas, postar novidades diariamente (com conteúdo relevante), pois frequência costuma gerar resultado. Fazer promoções, sorteios e campanhas também ajudam a ganhar visibilidade. E, claro, sempre inovar, pois o momento é difícil, mas propício para ações inovadoras.

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