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OPINIÃO

O Dia In­ter­na­ci­o­nal de Com­ba­te às Dro­gas

Trata-se de um problema transnacional, sem fronteiras e de dimensão gigantesca. Todos os países do mundo se queixam dos problemas das drogas.

Ontem, 26 de junho, comemorou-se, no planeta, o dia internacional de combate as drogas. Esse dia foi instituído pela ONU, há mais de 25 anos e a ideia era chamar atenção, de todos os países do globo, para o grave problema do consumo e tráfico de drogas em nosso planeta.

Na ocasião, o Sr. Boutros Boutros-Ghali, então Secretário Geral das Nações Unidas, já prevendo o agravamento assustador do problema, dizia que a questão das drogas deveria ser encarada como um problema da humanidade, querendo dizer que essa questão já vinha adquirindo proporções de crescimento tão grandes que dificilmente, apenas o poder público, como a segurança, a saúde, a educação ou mesmo por outros setores institucionais, poderiam dá conta de todas as questões envolvidas com essa situação, sendo, necessária, absoluta participação de todos no enfrentamento dessas questões.

Na realidade, a previsão do Secretário Geral das Nações Unidas – ONU sobre o avanço dos problemas relacionados às drogas se concretizou. Hoje estamos diante de uma das mais importantes questões da saúde, da segurança, da economia e do bem estar social da humanidade, envolvendo praticamente todos os setores da vida associativa.

O uso de drogas é um problema grave que provoca um mal-estar social em todo mundo. Segundo dados da ONU, cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, usa drogas ilícitas, o que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas. Entre estes, 27 milhões são de usuários problemáticos, isto é, aqueles que consomem drogas regularmente ou que apresentam distúrbios ou dependência. O número corresponde a 0,6% da população adulta mundial, ou seja, cerca de uma a cada 200 pessoas.

O relatório aponta também a existência de uma média de 27 milhões de usuários de drogas problemáticos – aqueles que consomem drogas regularmente ou que apresentam distúrbios ou dependência. O número corresponde a 0,6% da população adulta mundial, ou seja, cerca de uma a cada 200 pessoas.

Trata-se de um problema transnacional, sem fronteiras e de dimensão gigantesca. Todos os países do mundo se queixam dos problemas das drogas. Uns, das ameaças e do avanço incontrolável do tráfico ilícito de drogas, que movimenta cerca de 900 bilhões de dólares em todo planeta. Só de maconha, a droga ilícita mais consumida no planeta são cerca de 300 bilhões de dólares. Outros países, se queixam predominantemente, da falta de políticas públicas na área da prevenção, uma das áreas mais importantes que deveria ser mais valorizada para frear o avanço incontrolável da pandemia das drogas. Outros, ainda, reclamam da desassistência aos usuários e assim por diante. Ná absoluta maioria dos países os recursos de assistência em todos os níveis, aos usuários, as suas famílias e particularmente aos dependestes dessas substâncias químicas.

Em nosso país, destacasse o consumo de drogas, especialmente maconha entre a população universitária, comprovou-se que eles usam mais drogas lícitas e ilícitas, como o álcool e a maconha, que a população em geral. Em pesquisa da CEBID há 10 anos, mostrou que mais de 60% dos entrevistados tinham consumido álcool nos últimos 30 dias, sendo o consumo da população em geral de 38,3%. 25,9% dos universitários consumiram drogas ilícitas e o consumo da população geral é de 4,5%.

O consumo de cocaína no Brasil é maior que o consumo verificado em outros países, foi o que constataram as Nações Unidas em seu último levantamento. Enquanto no mundo os índices de consumo de cocaína baixaram, no Brasil aumentaram.

O plano nacional de enfrentamento do crack, lançado há 08 anos no país, correspondeu a uma tentativa de enfrentamento do consumo crescente de crack em nossa população drogas consumidas de forma universal e entre nós se banalizou. Hoje temos mais de 2 milhões de pessoas usuárias de crack e, pelos indicados utilizados nas pesquisas, estima-se que só aqui em São Luís, teríamos em torno de 90 mil pessoas, especialmente adolescentes, entre usuários e dependentes dessa substância.

No Brasil representa 20% do consumo mundial de crack, e é o maior mercado da droga no mundo. No País, aproximadamente dois milhões de pessoas já usaram a droga, segundo a pesquisa mais recente do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizado em 2012 pela Unifesp. A cocaína aparece como sendo a segundo maior mercado internacional dessa substância.

Outro aspecto relevante nessa área é a quantidade de pessoas jovens adentrando no universo das drogas e em pessoas de baixa faixa de idade.  Há alguns anos, crianças praticamente não usavam drogas, atualmente é o que se vê. Estudos do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, órgão da UNIFESP, informam que há crianças que iniciam o consumo com 9 anos de idade, em geral pobres, morando na periferia, predominantemente negros e com famílias disfuncionais, fatos sociodemográficos que prejudicam mais ainda o problema.

Outro fato importante é o volume de drogas disponíveis para o consumo e cada uma com especial poder de provocar diversos estragos, especialmente, a dependência química. Afora o craque, que tem ambas as prerrogativas bem diferenciadas, há também o ectasy. Substância que se banalizou bastante nos últimos 20 anos, embora muitos estudos sobre a sua toxicidade e a possibilidade de morte súbita seja relevante, isso não é suficiente para frear o consumo abusivo pela população jovem.

Mas, o que tem acontecido com a sociedade atual pra atingirmos índices surpreendentes de consumo de drogas, sem o controle real sobre a situação? O que precisamos fazer de fato para intercedermos nessa situação? Que medidas temos que tomar, de fato, para impedir que o problema não avance da forma como está avançando?

Essas perguntas deverão ser plenamente respondidas para que nós possamos, de fato, enfrentar esses problemas. Uma coisa, todavia, é imprescindível, que todos nós contribuamos para o enfrentamento da situação, portanto, empresas, universidades, públicas e privadas, escolas, a sociedade organizada e todos os demais setores da vida cível, podem dá sua contribuição para se enfrentar esse grave problema de saúde de educação e da segurança.

Está na hora de todos darmos as mãos em um só sentido, para assegurar e promover, especialmente, aos jovens, as condições mínimas de segurança e bem estar social, favoráveis e necessárias para poderem viver em um mundo livre de drogas. Está na hora do poder público, fortalecer e aparelhar, fortemente, os setores da vida pública, encarregados pelo controle do tráfico ilícito, para que possam enfrentar de forma ostensiva o tráfico internacional ou nacional de drogas. É hora de fortalecermos as medidas, sobretudo de prevenção, nas escolas, nas famílias e em setores organizados da nossa sociedade para o enfrentamento adequado dessa situação. 

Está na hora da saúde ampliar suas ferramentas de assistência, através dos ambulatórios de álcool e de drogas, possibilitando o maior e melhor acesso de usuários e dependentes e duas famílias aos melhores tratamentos. Médicos e psicossociais. Vida 26 de junho.

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