opinião

“Não existe rejeição”

Rênan Ferreira - Psicólogo CRP – 22/05264

Hoje nós vamos falar sobre um tema que remete a solidão, remete a apego, desapego remete a rejeição, eu quero dizer para você, meu querido, minha querida, não existe rejeição!

O quê? Como assim? Algo que me faz sofrer, por vezes, que me faz ficar desolado, entristecido, me sentir desvalorizado, abandonado.


Então, senhoras e senhores, hoje quero te levar a refletir sobre o pensamento que cada um de nós quer queira ou não, tem listas, critérios e pensamentos a respeito daquela pessoa que deseja construir um relacionamento, ter um namoro ou quem sabe noivar e casar, não é mesmo? Você antes de dizer sim a alguém para se aproximar da sua vida, critérios, sejam relacionados à aparência, à beleza, a fé, cultura você pensa numa “persona” que gostaria de se enamorar e construir uma relação.


Esses critérios são seus, esses critérios são do outro, mas a experiência da rejeição nos faz pensar que essa decisão tem a ver conosco, vamos lá, quando você vai e conhece alguém ali na praça, conhece alguém ali no shopping center, numa balada, numa reunião, num churrasco ou até mesmo num aplicativo como Tinder, está ali no chat, conversando, escrevendo, até que vai no primeiro encontro e não passa no teste, sente-se rejeitado, acha que não é suficiente, você se perguntou o que foi que fez de errado, será que falou alguma bobagem, será que deveria ter feito outra coisa, ter vestido outra roupa, mas hoje quero te dizer não tem a ver com você, meu querido, minha querida, a rejeição não existe na perspectiva de que o que aconteceu é que os critérios daquela pessoa, o que ela tem como parâmetro não encontraram você.


E o que você tem que fazer, ficar triste? Ficar desanimado, se isolar? Ou quem sabe, agradecer a essa pessoa, entendendo que se ela sinaliza para você que não existe compatibilidade, que você não tem pra oferecer o que ela espera, ela está te poupando tempo, energia e desagradáveis meses de inadequação, então antes de entrar nas lamúrias de resmungar e de acreditar que você não é suficiente, lembre-se bem, o outro tem direito de ter critérios e de buscar encontrar pessoas convergentes a própria percepção, e quando ele diz não para você, lembre-se que outras 5, 10, 15, 20 outras pessoas podem se interessar por você do jeitinho que você é, ou seja, mais interessante na perspectiva da rejeição é você aprender a não rejeitar a você mesmo, é você aceitar você como é na perspectiva de um autoconhecimento, de um amadurecimento e ir burilando, buscando ser cada vez melhor a partir do que você considera ser o melhor, a partir daquilo que é confortável em você, e quando você passa a parar de buscar autoafirmação, validação no outro, achando que o outro tem que saber sobre você, achando que o outro tem que te fornecer felicidade, achando que o outro tem que dizer quem você é, o jogo vira, a chave gira e você percebe que a rejeição pode ser e é ilusória.


E é uma prisão fácil de abrir, então meu querido e minha querida, hoje eu quero convidar você a pensar nesse caminho, nessa jornada de autoconhecimento, se libertando, das rédias do outro, da expectativa do outro e também da dependência das referências do outro, aceite você, se valide, se aposse e aprenda a não rejeitar a si próprio.


A busca do conhecimento é uma jornada que leva uma vida toda, hoje eu te convido a começar ou a dar continuidade à sua, ame-se, apoie-se e viva essa aventura de ser quem você é, buscando ser melhor a cada dia.

Compartilhar
Rênan Ferreira
Rênan Ferreira Colunista