
Hoje eu quero contar uma história para vocês, a história do Sam e o sanduíche de pasta de amendoim. Mas antes de qualquer coisa, eu quero dizer algo. É melhor você assumir a responsabilidade por sua vida em vez de culpar outras pessoas ou as circunstâncias por suas dificuldades. Se abrir os olhos saberá que seu estado de saúde, a felicidade e tudo o que acontece na sua vida em grande parte foi causado por você, consciente ou inconscientemente. Então guarde essa informação do querido Dan Millman, norte-americano, atleta campeão mundial, que depois se tornou escritor. Esse trecho é do livro “O Caminho do Guerreiro Pacífico” que virou filme traduzido com o nome de “Poder Além da Vida”.
Então, querido e querida, Sam é um trabalhador de obras. Pensa comigo, aquelas obras, construções norte-americanas, quebrando parede, subindo as escadas, construindo e todos os dias ele ia para essa obra, trabalhava com seus colegas e depois de uma manhã de muito trabalho, de muita massa, pedra, quebrando tudo, construindo, ele ia almoçar, pegava sua lancheira, abria e dizia em alto e bom som a seguinte reclamação: de novo, sanduíche de pasta de amendoim. E assim se passava a semana e na hora do almoço Sam resmungava, lamuriava: de novo, sanduíche de pasta de amendoim, eu não aguento mais. E dia após dia, a mesma história, mesma lamúria, mesma reclamação: não aguento mais, de novo sanduíche de pasta de amendoim.
Um belo dia um dos seus colegas de obra chega e questiona: Sam, se você não gosta de sanduíche de pasta de amendoim, por que você não pede para a tua esposa fazer outra coisa para ti? Eis que para surpresa não só desse colega, mas de todos os outros colegas de obra, Sam responde: mas que esposa, sou eu mesmo que faço todos os dias para mim sanduíche de pasta de amendoim. Ah, então você, querido e querida, também está surpreso? Eu faço uma pergunta para ti: qual é o sanduíche de pasta de amendoim que dia a dia você tem feito para você mesmo? Como você vê, nós mesmos por vezes fazemos os nossos próprios sanduíches de pasta de amendoim nessa vida.
Pensa comigo, por vezes no relacionamento eu, você, repetimos padrões. Nos relacionamos com pessoas, por exemplo, muitas vezes que nos fazem mal, um perfil de pessoa que não é saudável e na sequência terminamos e iniciamos uma outra relação com pessoas de perfis equivalentes e parecidos e assim a roda gira e incansavelmente vamos tendo relacionamentos com pessoas de perfis que nos fazem mal, repetindo esse padrão, ou seja, fazendo nosso próprio sanduíche de pasta de amendoim e ainda temos a coragem de culpar o relacionamento, de culpar a outra pessoa, esquecendo de tomar a responsabilidade das nossas escolhas para nós mesmos. Se aquelas pessoas nos fizeram mal, nós permitimos a maldade e a continuidade dessa relação com essas pessoas.
Muita calma antes de apontar o dedo e resmungar do sanduíche de pasta de amendoim que você tem preparado. Às vezes na sua casa com sua família, são constantes conflitos e problemáticas dia após dia. Às vezes é no trabalho, padrões repetidos, você querendo ascensão e destaque e por vezes você repetindo as mesmas atitudes e comportamentos. Ou seja, sem esposa alguma, sem mulher nenhuma, sem esposo nenhum, sem marido nenhum, você mesmo está fazendo o seu próprio sanduíche de pasta de amendoim e saboreando incansavelmente, resmungando e lamuriando e permanecendo nesse “loop” infinito circular de sofrimento, dor e reclamação. A pergunta que eu quero deixar para você, para mim, para todos nós: até quando você vai fazer, comer, saborear e resmungar esse sanduíche de pasta de amendoim, seja lá em qual hora da sua vida você identifique que está repetindo esses padrões disfuncionais?