BASTIDORES

Sucursal da Agricultura

Adotando a postura de franco atirador, o ex-deputado Sarney Filho, atual secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, comparou ontem o Ministério do Meio Ambiente a uma “sucursal do Ministério da Agricultura”. Ele fala como alguém que conhece como poucos a área ambiental do Brasil. Afinal, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente por duas […]

Adotando a postura de franco atirador, o ex-deputado Sarney Filho, atual secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, comparou ontem o Ministério do Meio Ambiente a uma “sucursal do Ministério da Agricultura”. Ele fala como alguém que conhece como poucos a área ambiental do Brasil. Afinal, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente por duas vezes, quando tomou decisões que bateram de frente com o Planalto.

Até mesmo fora da pasta, Sarney Filho foi um deputado engajado nas causas ambientais, como integrante do PV, liderando “frentes” ambientais na Câmara e assumindo posturas que contrariaram o agronegócio e outros setores exploradores da riqueza natural protegida por uma robusta legislação. Em entrevista à BBC News Brasil, Sarney Filho é categórico ao afirmar que, nos últimos 20 anos, é a primeira vez em que a pasta que dirigiu e suas subsidiárias são regidas por um governo “contrário ao meio ambiente”. Ele classifica essa posição de “retrógrada, desenvolvimentista, no sentido atrasado da palavra”.

Todo o arcabouço de ações e políticas implantadas no MMA está sendo objeto de um desmonte predeterminado pelo atual governo. “O Ministério do Meio Ambiente me parece mais uma sucursal do Ministério da Agricultura”, ironizou ele, que comandou a pasta por seis anos (governos FHC e Michel Temer). Como não poderia ser de outra forma, o meio ambiente hoje é um tema de ampla repercussão mundial, pois dele depende a humanidade nos dias presentes e, principalmente, no futuro.

O “retrocesso” e o “desmonte” do MMA, denunciado por Sarney Filho, não podem, portanto, passar despercebidos, principalmente, diante de um governo que está com apenas 120 dias no poder. O político chama a atenção para o fato de que o novo ministro e os militares cumprem determinações do governo. E ressalva, porém, que os militares “poderiam ajudar mais na questão da Amazônia, no desmatamento, pois eles têm uma expertise boa e conhecem bastante a região”. É isso aí e muito mais.

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