
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu neste dia 20 de julho, o prazo das convenções partidárias, mas no Maranhão, por coincidência, apenas os dois principais pré-candidatos ao Palácio dos Leões estão com as respectivas chapas majoritárias completas. O emedebista Orleans Brandão indicou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior como vice, o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Pedro Lucas para o Senado Federal. O candidato Eduardo Braide (PSD) tem como vice a empresária de Imperatriz Elaine Carneiro (PSD) e André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado.
Pela previsibilidade das pesquisas de intenção de voto são essas duas chapas que vão brigar por um eventual segundo turno e eleger em 6 de outubro, o maior número de deputados estaduais e federais. Ao redor desses dois palanques, o empurra-empurra para entrar na lista de candidatos é notória. Até a candidata a vice de Braide, Elaine Carneiro, tem sido alvo de ampla especulação nas mídias eletrônicas sobre uma possível substituição por um nome eleitoralmente mais palatável. No entanto, assim como Braide não pediu opinião de ninguém para indicá-la, tudo o mais provável é que, também, não haverá consulta nem para eventual troca, ou para composição da chapa proporcional.
Como o vice-governador e os dois suplentes de senador não são votados diretamente, sua influência no pleito acontece pela via transversal. No caso de Braide, ao escolher a vice de Imperatriz, segundo colégio eleitoral do Maranhão, ele está sinalizando à população local que, se eleito, dará atenção privilegiada à região com o perfil econômico mais robusto no interior do Estado. No sentido inverso, o candidato do MDB Orleans Brandão buscou Edivaldo Júnior (Republicanos) para compor a chapa como vice, saído do principal reduto do adversário com quem bate cabeça na liderança das pesquisas. Ele foi prefeito de São Luís por oito anos e tem um histórico de vereador e deputado federal mais votado na Capital.
Na Câmara, em 2011, Edivaldo foi líder do PTC, integrou o conselho político da presidente Dilma Rousseff (PT) e presidiu várias comissões importantes. Em 2012 venceu a eleição de prefeito de São Luís contra João Castelo, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo. Sua coligação compôs-se do PCdoB, PSB, PDT e PTC, apoiado por Jackson Lago e Flávio Dino, que havia sido derrotado à prefeitura, em 2008, pelo tucano João Castelo. É assim que gira a engrenagem da política, cuja dinâmica tem rito próprio e o roteiro marcado por personagens que se revezam e se remodelam a cada eleição.
Até a data de cada convenção, os pré-candidatos deverão estar definidos em todos os partidos, coligações e federações daqui a 15 dias. O prazo do TSE se estende entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Na corrida aos Leões, quatro partidos já estão com as suas convenções agendadas. O Partido Missão, criado em 2025, realiza a sua nesta 3ª feira, 21, com André Luís. É um partido de direita, ligado ao MBL; no dia 25 será a vez do MDB de Orleans Brandão; no dia 29, o PSTU, oficializa o candidato Saulo Arcângeli (PSTU); e no dia 1º, será a vez do PT de Felipe Camarão, federalizado com o PV e PCdoB. O PSD de Eduardo Braide também já agendou sua convenção para o dia 05.
Por trás das cortinas do movimento convencional, os líderes de pequenas legendas estão em alvoroço, tentando coligar, visando, principalmente, ampliar o tempo de TV e rádio no horário eleitoral. O médico Hilton Gonçalo, com liderança consolidada nas regiões do Munim e Baixo Parnaíba, tenta unir o seu Mobiliza com o Avante, Agir, Solidariedade, a Federação Cidadania-PSDB e Podemos. Diz ele que a sua candidatura ao Senado é irreversível. O deputado Federal Duarte Júnior também tenta emplacar a disputa ao Senado, mas a direção do Avante teria lhe negado a legenda. Assim aparece também sem uma chapa para se encaixar, o pré-candidato Roberto Rocha, do Novo, que perdeu para Lahesio, definido com Braide.