A prisão de Jair Bolsonaro pelo STF provoca uma lesão geral no bolsonarismo espalhado pelo país e o deixa ainda mais estrangulado no Maranhão. Até agora o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes conta com o nome de Lahesio Bonfim e pouca aglutinação ao redor. Não deu sinal de que incorpora de fato o reduto eleitoral da extrema-direita que, olhando-se pela janela da frente, é visto com restrição pelos bolsonaristas que se enrolam na andeira brasileira.
Basta olhar-se para a pré-campanha de 2026 percebe-se que nem Josimar do Maranhãozinho, dono do PL no Maranhão e líder de uma enxurrada de votos dos municípios em que controla prefeitos, vereadores e cabos-eleitorais e perceber que ele não tem o hábito de se enrolar na bandeira brasileira como cartão de visita de bolsonarista. Ao contrário, se dependesse do ex- capitão hoje preso, Maranhãozinho já havia sido expulso do PL sem direito a qualquer indenização.
Miolo dominado
Enquanto o bolsonarismo vive destroçado pelos fatos originários da tentativa de golpe de estado em 2022/2023, no Maranhão o governador Carlos Brandão avança sobre o miolo do eleitorado de centro, com um pé fincando na direita e outro na esquerda. Espalha obras pelo interior, as coloca no crédito do pré-candidato Orleans Brandão e age para torná-lo irreversível junto ao Palácio do Planalto.
Agora vai?
Ao chegar no patamar de 7º estado do Brasil com maior taxa de crescimento até agora no ranking do Centro de Liderança Pública (CLP), o Maranhão está mostrando que está andando no caminho certo. Também aparece em 3º lugar do Nordeste, fato atribuído às políticas adotada pelo governo Carlos Brandão. Principalmente pelos atrativos oferecidos a novos investimentos.
Agora vai
O levantamento do CPL é baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que ainda depurou uma taxa de crescimento de 4,54%. O indicador, que faz parte do pilar de Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados, considera a média móvel de quatro períodos da taxa de crescimento anual do PIB real.
Do porto aos postos
Parece uma rima, mas não tem nada de poesia. É roubo. Em nova megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (27) pelas Polícias estadual, federal, MP e Gaeco, cumpriram mandatos de busca e apreensão contra 190 suspeitos de sonegação fiscal, ligados ao Grupo Refit, que já deu um gigantesco prejuízo de R$ 26 bilhões aos sofres estaduais e federal.
O esquema começa nos portos e termina nos postos de combustíveis. A ação, batizada de Poço de Lobato, o primeiro poço de exploração de petróleo no Brasil na década de 1930, é liderada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira- SP) e mobilizou 621 agentes públicos. Participam promotores, auditores fiscais da Receita Federal e das secretarias da Fazenda paulista e municipal, além de policiais civis e militares.
Até no Maranhão
Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas ligadas ao Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos. Eles são suspeitos de integrar organização criminosa voltada a crimes contra a ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro.
Como pode?
Quando se fala em fraude e sonegação de um montante de dinheiro tão volumoso, de R$ 26 bilhões, é algo escandaloso em qualquer parte do mundo. Pior ainda num país de tantas desigualdades e mais da metade da população vivendo na pobreza. Até o Maranhão, que tem um orçamento fiscal de R$ 22 bilhões em 2025, ninguém sabe como foi alcançado pela gatunagem envolvida em uma sonegação tão grandiosa da Refit.