
Te vira, Weverton! (1)
O senador Weverton Rocha, velho aliado do PT e amigo pessoal do presidente Lula, recebeu dele uma missão quase impossível. Apaziguar o grupo político que mudou a história do Maranhão em 2014, liderado por Flávio Dino e hoje opera aos frangalhos. Uma banda liderada por Carlos Brandão, na luta pela candidatura do sobrinho Orleans Brandão, e a outra remanescente do dinismo, vice às turras contra o governo estadual na Assembleia Legislativa.
Te vira, Weverton! (2)
Os brandonistas mais aguerridos garantem que o desmanche no grupo não tem super bond que dê jeito. Já os dinistas, eleitos junto com Brandão em 2022, estão tão afoitos na posição que não querem nem ouvir falar em reconciliação. A não ser que ela aconteça nas desdobras da política, nas quais o presidente Lula é especialistas em agir. Acreditando que o diálogo é a arma mais poderosa da política, Lula incumbiu Weverton de costurar a recomposição do grupão que ganhou de capote as três últimas eleições gerais no Maranhão.
Vale-tudo (1)
O jogo da política não é ganho apenas por astúcias e estratégias, mas, principalmente, pelas circunstâncias em que ele acontece dentro das quatro linhas do gramado. Aliados de Jair Bolsonaro já concluem que o câncer de pele do ex-presidente ajuda a produzir votos no Congresso a favor do projeto de anistia geral para os golpistas do 08/01 e seus líderes cruciais, condenados pelo Supremo Tribunal Federal.
Vale-tudo (2)
De fato, as circunstâncias da doença de Bolsonaro, anunciada na quarta-feira pelos médicos que cuidam dele em Brasília, apressaram na aprovação, às correrias, da urgência na tramitação da anistia. Tudo no afogadilho e no calor da notícia nada boa para o clã Bolsonaro e o bolsonarismo.
Ordem de cima
Segundo matéria do Metrópoles, a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferra Fontes, que abalou, esta semana até a política paulista, foi discutida em reunião na Zona Leste pela cúpula da Sintonia dos 14, em 10 de março de 2019, quando ele foi “sentenciado”, cumprindo ordem de Marcola, líder máximo do PCC.
Crime banalizado
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Rejeito, que investiga uma organização criminosa bilionária ligada a crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. É tanta operação das polícias estaduais e federal no combate a organizações criminosas que, até quem não tem nada com falcatruas já fica se olhando desconfiado, tentando descobrir se também não está envolvido em algum crime. É roubo cibernético, financeiro, ambiental, econômico, mineral, tráfico, propina, omissão, concussão, prevaricação contrabando, sonegação fiscal – uma total banalização generalizada do crime em todos os formatos e extensão.
O enrolado (1)
Por fala em Eliziane, na quarta-feira, 17/09, a Polícia Federal prendeu Rodrigo de Melo Teixeira (e outras 17 pessoas integrantes de uma Orcrim), diretor de Administração e Finanças do Serviço de Geologia do Brasil (SGB), órgão do vinculado ao Ministério de Minas e Energia, cujo diretor-presidente é Inácio Cavalcante Melo Neto – marido da senadora Eliziane Gama, que o indicou para a função.
O enrolado (2)
Segundo a PF, o grupo manipulava uma enorme e bem estruturada organização criminosa na área mineral/ambiental em Minas Gerais, cujo esquema teria movimentado R$ 1,5 bi e com projetos econômicos com potencial acima de R$ 18 bi. É tanto servidor estadual e federal no esquema, que a PF tenta identificar por onde começa e termina a bandidagem.