
Estocada de Sarney (1)
Depois de classificar como “injusta e absolutamente inacreditável”, o ex-presidente José Sarney saiu em defesa do ministro do STF Alexandre de Moraes, durante palestra no Fórum de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, em São Luís. Moraes foi o primeiro brasileiro a ser “punido” com a Lei Global Magnitsky pelo presidente Donaldo Trump. É a lei mais severa dos SUA, aplicada contra estrangeiros acusados de violação grave dos direitos humanos.
Dureza no saber
Sarney foi duro na crítica a Trump: “Meu avô dizia que não devemos correr atrás de doido porque nunca sabemos aonde ele vai”. Em seguida o ex-presidente completou: “Devemos manter a crença no regime democrático, que deve ser defendido pela Justiça e também por todos nós”.
Aparências enganam
Aliás, na abertura desse encontro de magistrados, ocorreu fatos até certo ponto inusitado. Se encontraram e se abraçaram José Sarney; o ministro do STF, Flávio Dino; a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale; o prefeito de São Luís, Eduardo Braide; e o anfitrião do encontro, presidente do TJMA desembargador Froz Sobrinho, uma figura marcada pela cordialidade e bom humor. Nem durante seu primeiro mandato na prefeitura, Braide falou com Flávio Dino no Governo.
Ignorado
Eduardo Braide (PSD) ignorou, complemente, as provocações do pré-candidato a governador Lahesio Bonfim (Nov). Depois das tentativas frustradas de aproximação de Braide, Lahesio mudou de tática. Criticou a demissão do secretário Júnior Vieira, da Secretaria Municipal de Esportes, ligado ao deputado Aluísio Mendes (Republicanos), como Bonfim, seguidor da cartilha bolsonarista.
Rumo incerto (1)
Se perceber que o núcleo do PT maranhense vai na cola do pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB), é possível que o vice-governador petista Felipe Camarão venha migrar para outra legenda. O groso do contingente do PT está agarrado a centenas de cargos no governo Carlos Brandão. Portanto, o presidente regional Francimar Melo, apoiado pelo astucioso Washington Oliveira, secretário do governo em Brasília, é simpaticíssimo à candidatura de Orleans Brandão.
Rumo incerto (2)
Washington Oliveira é o que se pode chamar popularmente de “cobra criada”. Como petista, sempre jogou do lado do poder maranhense. Foi vice-governador de Roseana Sarney, renunciou por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado e de lá vestiu o pijama da aposentadoria antecipada, em troca da Secretaria de Representação do governo em Brasília. Dentro das correntes ideológicas que fervilham o PT maranhense, Washington está sempre na crista da onda, na CNB (Construindo um Novo Brasil).
No radar de Lula
A movimentação e as falas do governador Carlos Brandão sobre permanecer no governo até o fim do mandato e trabalhar para eleger o sobrinho Orleans Brandão (MDB) como sucessor está no radar do Palácio do Planalto. O governo monitora os demais estados do Nordeste, principal base eleitoral do presidente Lula. Vice-governador Felipe Camarão (PT) disse à Folha de S. Paulo que o racha no grupo dinista no Maranhão tem Lula como o maior prejudicado na próxima eleição. Em 2022, Lula venceu por aqui com 72%.
Bombando
Pesquisa do Instituto Exata, divulgada 4ª feira, 30, revelou um dato impressionante em Paço do Lumiar, vizinho ao Município de São Luís. O prefeito Fred (PSB) pontua exatos 92,2% de aprovação. O índice significa um salto de 11 pontos em comparação à sondagem de três meses atrás, quando Fred tinha 81,2%.