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Ora, Pílulas!

Raimundo Borges - Bastidores

Esticando a corda (1)


O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino deu uma esticada na corda que entortou mais uma vez a relação entre a corte suprema e a Câmara dos Deputados, tendo como figura central o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores da tentativa de golpe de estado 2022/2023.

Esticando a corda (2)


Ao julgar o caso do deputado Alexandre Ramagem (PL), Dino foi direto ao ponto. Não apenas dobrou a aposta com o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos) e os golpistas quanto reforçou a posição do STF a recusar a tentativa de livrar o deputado e, por tabela, chegar ao ex-presidente Jair Bolsonaro e toda turma presa, condenada ou ainda em processo tramitando.

A regra é clara


Dino foi enfático ao analisar o caso e não encontrar nenhum desrespeito do STF a outro poder da República e que tentativa de livrar deputado e Bolsonaro das garras da Justiça é inconstitucional. A Câmara dos Deputados, em votação majoritária, aprovou a suspensão total da ação contra Ramagem, único parlamentar réu na investigação em que apura a tentativa de golpe, quando ele era chefe da Abin, no governo Bolsonaro.

Chegança no Sul


O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) tirou um tempinho em sua agenda para visitar a maior feira agropecuária do interior do Maranhão, a AgroBalsas. Em tom descontraído, Braide disse que foi ver as inovações tecnológicas na agricultura e pecuária, além de rever amigos e, obviamente, se tornar conhecido na região sul do Maranhão. Sobre sua candidatura ao governo, Braide fraseou: “Tudo tem o seu momento certo”.

De olho no eleitorado


Pela mesma AgroBalsas transitaram também o governador Carlos Brandão, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, Felipe Camarão e Lahesio Bonfim. É o quarteto que está mais interessado nos caminhos que levam ao Palácio dos Leões em 2026 do que o tamanho dos nelore puro-sangue que enfeitam os corrais da feira agropecuária.

Provocação


O deputado Yglésio Moisés (PRTB) deu uma dura provocada na bancada estadual na Alema que apoia Felipe Camarão (PT) e desaprova o governo Brandão, interessado em deixar o sobrinho Orleans no Palácio dos Leões como seu sucessor.  “Só tiram Brandão da cadeira, preso”. O estranho na fala é o fato de Yglésio ser o mais assumido bolsonarista da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Alvo predileto


Os bolsonaristas não conseguem ficar quietos quando acham que podem alvejar os ministros do STF, principalmente, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos mais afoitos. Pegou o ganho de uma brincadeira de Dino, ao lembrar os nomes de Felipe Camarão para governador em 2026, e já cuidou de protocolar um pedido de impeachment contra ele.

Ação partidária?


Motivo da ação de Nikolas: uma suposta atuação político-partidária de Dino, ao sugerir, em tom de brincadeira, durante uma aula magna em São Luís, a “chapa imbatível”, liderada por Camarão e a professora Teresa Helena Barros como vice.

O nome já diz tudo. A Policia Federal desencadeou em São Luís, a operação “Malversador” para desvendar o esquema de candidaturas fictícias em que o Podemos teria desviado em 2024, volumosas somas para empresas de fachada, com notas fiscais superfaturadas e documento inidôneos. Uma das empresas recebeu R$ 400 mil do dinheiro público do Fundo de Campanha, por supostos serviços de publicidade com adesivos. Os setes candidatos a vereador da legenda não foram eleitos, mas repassaram ao mesmo CNPJ R$ 969,5 mil.

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Raimundo Borges
Raimundo Borges Colunista