
A caterva no banco (01)
Deu até na imprensa internacional o julgamento histórico do Supremo Tribunal Federal que pôs o núcleo central da caterva bolsonarista no Banco dos réus. Foi um dia para não ser esquecido. O presidente que surrou o bordão de só “jogar nas quatro linhas da Constituição”, Jair Bolsonaro e mais sete civis e militares vão ter um prazo enorme para provar que as ações que resultariam em um golpe de Estado no Brasil, com ele dentro, não passaram de um “passeio no parque”, como ironizou Alexandre de Moraes, o relator da ação penal, olhando nos olhos de Bolsonaro, sentado na primeira fila do plenário.
A caterva no banco (02)
A democracia brasileira, que nasceu trepidante – mancando aqui e acolá –, sofreu interrupções e golpes e contragolpes no decorrer de sua trajetória, se agigantou perante o mundo, com a Constituição de 1988, com a qual segurou a onda golpista de 08 de janeiro de 2023. No entanto, as instituições jamais podem baixar a guarda, porque a caterva em pleno rebuliço e atuante, para tentar desqualificar os ministros do STF e colocar a caterva como vítima de perseguição da corte suprema. “Golpe de Estado mata”, como disse Flávio Dino e repetiu a sua colega da 1ª Turma Carmen Lúcia.
A caterva no banco (3)
Ditadura mata não apenas a democracia, mas também opositores – que o diga o filme “Ainda Estou Aqui” sobre Rubens Paiva. Agora, o Brasil como nação democrática, vai ter a chance de assistir a prestação de contas à Justiça daqueles acusados de ter cometido o mais desabrido ataque ao Estado de Direito no Brasil desde ao menos 1985, quando a sociedade brasileira, enfim, reconquistou suas liberdades democráticas após 21 anos sob o tacão de uma feroz ditadura militar – a mesma que Bolsonaro louva como se tivesse sido um período áureo da história nacional”, como bem lembrou ontem, o Estadão, em editorial.
“Em vez de chorar, caia na realidade”
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após seu antecessor no Planalto, Jair Bolsonaro torna-se réu por tentativa de golpe de estado, em decisão unânime da 1ª Turma da STF.
Anistiar golpista (1)
Terminada a fase inicial do processo que tornou réus oito integrantes do núcleo golpista que tentaram detonar a democracia brasileira, as atenções se voltam para a Câmara dos Deputados que tentam aprovar uma nova Lei da Anistia para beneficiar Jair Bolsonaro. Entre os 18 deputados do Maranhão, dois se dizem a favor da anistia, cinco são contra, cinco não quiseram responder e seis não retornaram ao pedido do jornal Estadão, que pesquisou a tendência dos 513 parlamentares.
Anistia a golpista (2)
Entre esses seis que permaneceram distância do assunto, estão Amanda Gentil (PP), Cleber Verde (MDB) Fábio Macedo (Pode), e o pastor Gil, do PL, da extrema direita evangélica, mas ligado ao deputado Josimar do Maranhãozinho, que Bolsonaro quer ver pelas costas; Marreca Filho (PRD). Os favoráveis à anistia: Allan Garcez (bolsonarista roxo) e Josivaldo JP. Enquanto isso, Hildo Rocha (MDB), Márci0 Jerry (PCdoB), Rubens Jr (PT).
Dá para entender?
Em recurso ao Supremo Tribunal Federal, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), que tornou-se réu em processo que apura corrupção sobre emendas parlamentares, ele questiona a falta de transparência no julgamento. Segundo o colunista Fábio Serapião, do Metrópoles, a defesa do parlamentar utiliza como argumento a falta de transparência na identificação dos padrinhos de emendas, ponto central da crise entre o STF e o Congresso Nacional. O curioso é que Josimar virou réu exatamente por falta de transparência na aplicação da dinheirama de suas emendas parlamentares, cujo julgamento ele reclama de baixa transparência.